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domingo, 17 de dezembro de 2017

São João De Matha, Fundador da Ordem Trinitária

São João De Matha usando o hábito dos Trinitários. A Cruz é formada por um traço vertical vermelho que representa o Espírito Santo e outro horizontal azul que representa o Filho. O fundo branco representa Deus.

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Hoje, 17 de Dezembro, comemora-se a festa de São João De Matha, fundador da Ordem dos Trinitários, junto com seu grande amigo São Félix de Valois.

Eu quis pesquisar e compartilhar com os leitores sobre esse santo porque muito me cativou sua história, junto com a de São Felix, e também a história impressionante da criação da Ordem dos Trinitários. Tem todo um contexto histórico.

Resumidamente a Ordem dos Trinitários foi fundada para salvar cristãos que eram capturados e escravizados por mouros (muçulmanos), durante as Cruzadas. Conta-se que muitos mouros foram convertidos pelas prédicas dos Santos fundadores. A ordem foi aprovada em 1198 pelo Papa Inocêncio III.

Nesses tempos hodiernos, onde vemos absurdamente a islamização de várias nações que outrora foram gloriosamente cristãs, é muito válido invocar a proteção destes dois santos: João De Matha e Félix de Valois. Precisamos restaurar todas as coisas em Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Façamos a nossa parte no que nos for possível. 

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A história de São João De Matha

Os documentos do século XII o chamam “João de Provença”. Nasceu no povoado de Faucon (Barcelonette), no Sul da França, em 1154. Pertenceu à nobre família “De Matha” e foi educado conforme as exigências de sua categoria.

Aos 14 anos foi enviado a Paris, principal centro da vida política, religiosa e cultural de seu tempo. Ali se matriculou como aluno da Escola da catedral de Nossa Senhora de Paris. Entre seus mestres encontramos o famoso Prevostino.

Conseguiu o título de “Mestre em Teologia”. “Buscava incessantemente a vontade de Deus”. Não se realizava lecionando. Para ele, a Teologia era vida e compromisso. Estando nesta busca, descobriu o chamado do Senhor que o convidava a dedicar toda sua vida ao serviço dos irmãos mais necessitados.

Decidiu se tornar sacerdote. Comunicou sua decisão ao bispo de Paris, Maurício de Sully. Conhecendo a qualidade espiritual de João de Matha, o prelado consentiu imediatamente ao seu desejo. No dia 28 de janeiro de 1193, celebrou sua primeira Missa, na qual estiveram presentes o bispo de Paris, o abade de São Vítor e seu Mestre Prevostino.

Aquele seria o encontro com Deus que transformaria sua vida. No momento da consagração, tendo suplicado ao Senhor que lhe manifestasse a ordem religiosa que deveria abraçar, “viu a Majestade de Deus e a Cristo que sustentava com suas mãos dois cativos acorrentados pelos pés. O da esquerda era negro e deforme, e o da direita branco e pálido. Este era cristão e aquele outro muçulmano”. Era a resposta do Senhor.

Desde aquele momento, sua vida futura se tornou completamente entregue ao serviço do resgate de cativos e às obras de misericórdia em favor dos menos favorecidos, para a glória da Santa Trindade.

João de Matha se perguntava: Como realizar este projeto?

Retirou-se, então, ao silêncio de Cerfroid, a uns 70 quilômetros de Paris, para, com a ajuda dos santos eremitas que residiam naquele lugar, à frente dos quais estava São Félix de Valois, recolher o espírito e elaborar um plano de ação. Esses eremitas acolheram com entusiasmo seu projeto e, para colaborarem com ele, ofereceram-se a si mesmos e seus bens. Sua experiência fundacional durou quatro anos. Deixou expresso o fruto deste tempo de deserto na Regra que submeterá ao parecer e à aprovação da Igreja. Estamos já em 1198. O grande pontífice que governava a Igreja neste período era Inocêncio III. Este papa foi considerado eminente por sua inteligência, versado no Direito e na Lei do Senhor. Procedia com reta consciência em seu cargo.

João de Matha, acompanhado pelo seu companheiro e principal colaborador São Félix de Valois, se dirigiu a Roma. Encontraram a Inocêncio III no Palácio do Latrão. Expuseram-lhe seu projeto e pediram-lhe sua aprovação e proteção. O papa muito bem conhecia a condição dos cativos cristãos: sofrimentos sem fim, perigo de perder sua fé, ausência de suas famílias... A iniciativa de João e Félix lhe agradou, mas sua prudência lhe indicava que deveria buscar mais informações na igreja local de onde procediam os dois Fundadores. Era o mês de maio de 1198.

Retornaram a Cerfroid com as ordens do Santo Padre. Recolheram todas as informações requeridas. No mês de dezembro do mesmo ano, voltaram a Roma. Agora o papa aprovará definitivamente a nova Ordem com a bula Operante divinae dispositionis, de 17 de dezembro de 1198.

A partir de agora, inicia para João de Matha uma nova etapa de atividade fundadora, redentora e caritativa. Começará pelo Sul da França, passará logo à Espanha, ao Marrocos, e por fim a Roma, onde servirão aos pobres e enfermos no hospital de São Tomé in Formis, no monte Célio. Passará os últimos quatro anos de sua vida em Roma, desde o ano 1209 até 1213.

A primeira redenção se realizou em 1199. Foi com cartas de recomendação de Inocêncio III. Apresentou-se, em plano de paz, diante de Miramamolín, sultão do Marrocos. Conseguiu resgatar cem cativos cristãos.

Em Roma, sobre a entrada principal do hospital fez que se representasse, num mosaico artístico, a revelação que transformou sua vida e que inspirou a vida de seus filhos e filhas: o brasão da Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos.

Em 17 de dezembro de 1213, entregou sua formosa alma ao Senhor. Até hoje, todos os dias 17 de dezembro, seus filhos e filhas celebram a sua glória.

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Oração a São João De Matha:

Ó glorioso Patriarca São João de Matha, enquanto bendizemos o Senhor que tanto vos preferiu e glorificou, veneramos em vós o servo humilde e fiel colocado por Ele em seu candelabro para iluminar o mundo com a vossa sublime doutrina e ardentíssima caridade, e que escolhido a ser o fundador da bendita Ordem da Santíssima Trindade pela redenção dos cativos, fecundastes a Igreja de novos filhos e filhas, oferecendo, assim, inúmeros benfeitores à humanidade sofredora e numerosos cidadãos ao céu. Nós rendemos graças ao Altíssimo, que vos recompensou generosamente ornando-vos de imensa glória no céu e, ao mesmo tempo, pedimos que, pelos vossos méritos e mediante a vossa poderosa intercessão, nos conceda a graça de imitar-vos naquelas virtudes que vos tornaram admirável aos anjos e aos homens. Olhai, ó grande Santo, para nós, vossos filhos e devotos, e concedei-nos viva fé, firme esperança e ardente amor para com Deus, para que, fiéis como vós em servi-lo e amá-lo aqui na terra, possamos convosco gozá-lo eternamente no santo paraíso. Amém.

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai
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Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."