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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Santíssimo Nome de Maria


A Igreja celebra no dia 12 de setembro a festa do Santo Nome de Maria. Deus sempre valorizou o nome das pessoas e esses nomes estiveram ligados à identidade e à missão delas. Por exemplo, Jesus mudou o nome de Simão (cf. Jo 1, 40s) para Képhas (= Pedro); uma vez que ele seria a Pedra sobre a qual o Senhor edificaria a sua Igreja (cf. Mt 16,18). “Tu és Pedro…”


A Sagrada Escritura sempre valorizou muito o nome dos personagens do povo de Deus. O próprio nome de Jesus indica a sua identidade: “Deus salva”, e o Anjo Gabriel o deu a Maria e a José: “Ela dará à luz um filho a quem tú porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 21).

Certamente, devemos concluir que o santo nome da Virgem Maria não foi dado sem um sentido, e certamente foi dado por Deus por inspiração a seus pais Santa Ana e São Joaquim. E o Arcanjo Gabriel pronuncia o seu nome: “Não temas Maria, porque achaste graça diante do Senhor” (Lc 1,30).

Segundo os etimologistas, o nome Maria pode ter vindo da raiz mery, da língua egípcia que significa mui amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora. Mas, a probabilidade maior é a que veio do hebraico, e pode ter vários significados: “Estrela do Mar; Esperança; Excelsa; ou Sublime”, entre outros.

Não importa, contudo, o real significado, mas o que se tornou a partir do momento que a Mãe do Redentor O recebeu. Poderoso é este nome que deve ser invocado sempre.

Todo católico ama e pronuncia muitas vezes o santo nome de sua Mãe Santíssima, Virgem, Imaculada e Assunta ao céu. Quando rezamos o santo Rosário o pronunciamos sem cessar, clamando a sua ajuda e poderosa intercessão. “Ave Maria, cheia de graça…” , “Santa Maria Mãe de Deus…” E o bom povo brasileiro gosta de colocar em suas filhas este sagrado nome: Maria Isabel, Maria Aparecida, Maria do Socorro, Maria das Dores, Maria do Carmo, Maria… Maria… Maria… Que povo devoto à Virgem Maria!

O Padre Antônio Vieira, em um dos seus mais inspirados escritos, diz:

“Só vos digo que invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida…;

Quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos;

Quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho;

Quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação.

E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não há dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria”.

São Bernardo, Doutor da Igreja, dizia de Maria:

“Ó tu, que te sentes, longe da terra firme, levado pelas ondas deste mundo, no meio dos temporais e das tempestades, não desvies o olhar da luz deste Astro, se não quiserdes perecer.

Se o vento das tentações se elevar, se o recife das provações se erguer na tua estrada, olha para a Estrela, chama por Maria.

Se fores sacudido pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, do ciúme, olha para a Estrela, chama por Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, que não se afaste de teu coração; e, para obter o auxílio da sua oração, não te descuides do seu exemplo de vida.

Seguindo-a, terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe, de não desesperar; consultando-a, de não te enganares. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, nada terás de temer; se te conduzir, não sentirás cansaço; se te for favorável, atingirás o objetivo”.

Todos os santos, sem exceção, engrandeceram o sagrado nome da Virgem Maria e por isso a Igreja celebra a festa do seu santo nome.

Santa Maria, rogai por nós!
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Texto de Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A beleza da alma de Maria - Deus, enamorado de Maria

PARTE VII - DEUS, ENAMORADO DA BELEZA DE MARIA 

Que poderia faltar ainda a esta coroa de incorruptível beleza que brilha na fronte da Imaculada Virgem?... 

Ela aparece-nos verdadeiramente bela, e começamos agora a compreender o brado entusiástico do Espírito Santo: Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te. 

Não é mais o louvor de um homem. É o amado falando à sua amada, o esposo à sua esposa, o imaculado à imaculada, o incorruptível à sua incorruptível, Deus à Virgem Maria. 

Sois toda bela, "bela por natureza, mais bela pela graça, belíssima pela glória", diz ainda Hugo de São Vítor - Pulchra per naturam, pulchrior per gratiam, pulcherima per gloriam (De Assumpt.) 

E o mesmo doutor, prosseguindo a continuação do mesmo texto, diz ainda: 

"Maria é toda suavidade, a única bela em tudo, singularmente bela. Eis por que deve também ser belo o louvor a fazer a uma tão bela Virgem". 

E como que em êxtase, à vista de tantas belezas acumuladas, o mesmo santo exclama, dirigindo-se ao autor de todas as Suas maravilhas: 

"Ó Vós, que sois a própria beleza, dizei-nos qual a beleza de Maria. Louvai-Lhe a beleza, a fim de que Ela Se associe também a Vós, que sois a beleza incriada. 
Ó Vós, que sois todo amor, dizei como é bela aquela que amais. 
Ó Maria, Vós sois a digna do digno, a bela do belo, a pura do incorruptível, a elevada do Altíssimo, Mãe de Deus, esposa do Rei eterno! - O digna Digni, formosa Pulchri, munda Incorrupti, excelsa Altissini, mater Dei, sponsa Regis aeterni!" (Hugo de São Vítor: De Assumpta Maria sermo egregius). 

Escutemos ainda a série de elogios que o Espírito Santo dirige à beleza de Sua "Bem-amada", terminando este capítulo com alguns brados de admiração, brotados do coração dos santos. 

"Com a Vossa graça e beleza, guiai-nos, aumentai em prosperidade e reinai. Filha de Jerusalém, Vós sois bela e resplandecente, terrível em Vossas vitórias, como um exército em ordem de combate. Do mesmo modo que a mirra escolhida, ó santa Mãe de Deus, espalhastes um odor de suavidade. 
A graça derramou-se sobre Vossos lábios, e Deus Vos abençoou por toda a eternidade. Como pessoas em transportes de alegria são todos aqueles que em Vós residem, ó santa Mãe de Deus! 
Nós Vos seguimos pelo odor de Vossos perfumes; as donzelas Vos amaram até ao extremo. Vós vos tornastes bela, e em Vossas delícias repleta de admirável doçura, ó santa Mãe de Deus! 
Quem é aquela que aparece como a aurora ao despontar do dia, bela como a lua, resplandecente como o sol?... 
Sou a Mãe do belo amor, do temor, da grandeza e da santa esperança!" 

Quem poderá ainda balbuciar, após estes lisonjeiros encômios, que o Espírito Santo dirige a Maria pelos lábios da Igreja?... Todas as expressões de que se servem os santos padres, para mostrar a riqueza, a graça e a beleza interior de Maria, provam a impossibilidade em que nos achamos de descrevê-lA bem. 

Segundo eles, Maria é: 

"O abismo das infinitas grandezas de Deus". (S. João Crisóstomo) 

"Um abismo de graças”. (S.J. Damasc. Orat. I de Nativ. B.V) 

"Dotada de uma graça infinita". (S. Epiph. Orat. de B.V) 

"O privilégio de Seus méritos é inexplicável". (S.Bern. Sermo 4 de Assumpt.) 

"Todas as graças nEla irradiam, como naquela que, sozinha, possui um coração bastante vasto para contê-las todas". (S. Boaventura: in psalt) 

"Ela possui todas as graças de que a liberalidade de Deus pode enriquecer e ornar uma alma". (S. Atanásio. Serm. de Deipar. 7) 

"Mãe de doçura e de beleza". (S. Francisco de Assis) 

"A graça fecunda da natureza humana". (S.J. Damasc. Serm. de Nat.) 

"A mais bela e mais agradável de todas as belezas, o ornamento mesmo de toda beleza". (S. Jorge de Nicomed.) 

"Vós sois toda bela, ó Maria, sois toda bela, não parcialmente, mas em tudo e por toda parte". (Idem: Contempl. Virg.) 

"De fato, ó Maria, Vós reunis as belezas do corpo, as belezas de todas as virtudes, as belezas de todos os dons divinos, todas as belezas da glória, belezas sem mácula, sem defeito, inalteráveis, incorruptíveis, imortais, deslumbrantes, as mais excelentes, as mais apropriadas a encantar todos os espíritos e todos os corações". (P. de Gallifer: Excelência da devoção) 

Eis a razão desta acumulação de graças na alma da Virgem Imaculada, que nEla faziam germinar as virtudes. 

"O Altíssimo, diz S. Bernardo, criou em Maria, um céu a parte, um céu iluminado como que de um sol formado dos esplendores da sabedoria e do fulgor de todas as virtudes." (De B. Virg.) 

Tudo o que os santos podem fazer é chegar aos pés de Deus, onde os vinte e quatro anciãos tiram as coroas e se prostram diante da Majestade do Altíssimo. Maria, porém, voa até os braços de Seu Muito Amado, perto do Seu coração. É aí que está o Seu lugar, pois um único olhar Seu, um só anel de Seus cabelos, dizem os livros santos, feriu o coração do Monarca do Céu; ou, como diz ainda S. Bernardino de Sena, o coração de Maria parece cativar o coração de Deus, e tomá-lo de assalto. 

"Uma jovem, não sei com que encantos, conquistou o coração de Deus". 

"Quereis conhecer o número e a excelência das graças de que enriqueceu o Todo-poderoso a Sua Mãe santíssima? diz S.Pedro Damião... Dizei-me, se puderdes avaliar o que encerram os tesouros de Deus, dizei-me quantas perfeições divinas estão reunidas na Santíssima Trindade, e então eu responderei à vossa pergunta, pois poderei fazê-lo, dizendo-vos que a Santíssima Trindade se derramou toda inteira, expandiu-se totalmente no coração de Sua eleita. - In hujus utero, Majestas Altissimi mirabiliter liquefacta". (S.P. Dam Serm. de Annunt.) 

E por que aconteceu tudo isto?... 

Para excitar em nossos corações à chama do amor. Quem ama, torna-se mais puro. quem se dá, torna-se mais heróico; quem se expande, jamais se esgota! 

Ó Maria, dai-me este amor! Inflamai-nos dessa paixão, a fim de que a nossa jamais se diferencie da Vossa!...
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Excerto do livro Por que amo Maria, de Padre Júlio Maria, Missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento (1945)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A beleza da alma de Maria - Maria Radiante de Virtudes

PARTE VI - MARIA, RADIANTE DE VIRTUDES!

"Assim como o sol eclipsa todos os astros noturnos, pelos seus raios ofuscantes, diz São Boaventura, Maria ultrapassa a todos os demais eleitos em graça e em virtudes". 

Teremos nós dito tudo o que diz respeito à beleza da alma de Maria? 

Em substância, sim, já dissemos tudo. Em seus pormenores, porém, a graça, para ser coroada de glória, deve transformar-se aqui na terra em virtudes, como a água, para tornar-se nuvem, deve passar pelo estado de vapor, assim como a árvore ou a planta, para produzir a semente, deve primeiramente cobrir-se de abundantes flores. 

"Maria", cheia de graça", não é, pois, "cheia de glória", senão porque é também "cheia de virtudes". Graça, virtude e glória são, de fato, as três etapas da felicidade eterna. 

É que a graça não é uma coisa morta, mas uma luz, um impulso, um anelo, que afasta a substância de nossa alma, obriga-a a agir, a impele para fora de si mesma e a eleva para Deus. 

A graça faz tudo isso! 

E o que não teria feito esta plenitude de graças em Maria?... 

Quantas virtudes heróicas e doces não A teriam impelido!... 

Maria é bela, toda bela, porque a incomensurável grandeza que A elevou a Deus, se baseia nas graças mais raras. Com a graça a grandeza é mais característica; com a grandeza a graça é mais graciosa. 

A beleza incomparável das montanhas, com as frondes altivas, flancos convulsos, os cimos embranquecidos de neve, reside neste eterno contraste da grandeza que se eleva e tudo afronta, assim como a beleza das graças se compõe de condescendências e fraquezas aparentes, que sobre seus flancos se lançam, assim como a seus pés, e sobre os cimos. 

As orlas destes fantásticos rochedos se cobrem de musgos floridos, de pequenas e verdejantes violetas, que são como um sorriso, uma graça florescente, e dão à grandeza esta beleza que atrai, suaviza e encanta. 

Assim Maria, tão real, tão elevada, tão divina, era doce, humilde, de virginal modéstia, repleta de ternura, de amor, transbordante de todas as virtudes. 

Para compreender o número, a extensão e a intensidade das virtudes praticadas pela Virgem santa, seria, pois, necessário compreender o número, a extensão e a intensidade das graças que Lhe foram concedidas. 

Experimentemos já formar uma imagem a Seu respeito. Escutemos Santo Antonino resumi-la em quatro palavras: 

"Em primeiro lugar Ela possui todas as graças gerais e especiais de todos os santos, em um grau supremo. Em segundo lugar, Ela teve graças que jamais foram concedidas a natureza alguma. Em terceiro lugar, várias dentre estas graças eram tão sublimes, que criatura alguma era capaz de receber maiores, por exemplo, a maternidade divina. Em quarto lugar, Ela encerra em Seu seio virginal a graça incriada, fonte de todas as graças, abismo das grandezas - o próprio Deus". (Summum. P.4, tít. 15, c. 20,15) 

1. Maria praticou todas as virtudes, de todos os santos, em grau supremo. 
2. Ela elevou a heroicidade de Suas virtudes a um grau de intensidade jamais alcançado por santo algum. 
3. Todas as Suas virtudes foram tão sublimes, que nenhuma outra criatura seria capaz de alcançá-lA. 
4. Encerrou em Seu seio o foco e o modelo de todas as virtudes, a própria virtude, a ponto de Ela mesma tornar-se "toda virtude". 

Exalta-se a justiça de Noé, fé de Abraão, a castidade de José, a paciência de Jó, e Maria reuniu as virtudes de todos os patriarcas, e de tal modo, que Ela foi o modelo acabado de cada uma delas. 

Deus derramou a mãos cheias Suas riquezas neste vaso de alabastro. 

Ela não foi privada nem mesmo dos dons, que, segundo o apóstolo, são essencialmente conferidos para o bem do próximo, como sejam o conhecimento das línguas, a inteligência das Escrituras, o espírito profético, etc... 

Uma das virtudes que mais distinguem a gloriosa Virgem é a Sua incomparável humildade. 

"A graça santificante, diz São Bernardino de Sena, cumulando-A de todas as virtudes, aprofundou a Sua alma, desde o princípio, no abismo da humildade... A ninguém foi concedido, como a esta Virgem bendita, verificar melhor o nada que é a criatura, humilhar-se tão profundamente e aniquilar-Se tão completamente sob a vontade da Majestade divina". (De concep. B. Virg. Art. I, C. 3) 

"Vede, diz ainda o mesmo santo, como em santa emulação lutam na Santíssima Virgem a humildade e a bondade de Deus. Maria se humilha e Deus Se compraz em elevá-lA. Não basta a Maria humilhar-Se de um modo comum, mas Ela Se abisma na mais profunda humildade" (De Assumpt. Art. 2. C. 2) 

Foi dado à irmã Paula de Foligno compreender, em um êxtase, qual havia sido a humildade da Santíssima Virgem. Em seguida, querendo contar ao seu confessor o que ela havia visto, não soube, em seu espanto, senão exclamar: "A humildade de Maria!... a humildade de Maria! Ah! meu padre, não existe no mundo nem sequer o menor grau de humildade que se possa comparar com a humildade de Maria". 

Um dia fez Nosso Senhor ver a Santa Brígida duas senhoras, dentre as quais uma não era senão fausto e vaidade, dizendo-lhe ao mesmo tempo: "Eis o orgulho!" Mas a outra, cabisbaixa, que se mostra muito respeitosa e considera-se um nada; "eis a humildade, lhe diz ainda, e esta última se chama Maria". 

Por este meio quis Nosso Senhor fazer-nos compreender que a Sua bem-aventurada Mãe podia, tão grande era a Sua humildade, ser considerada como a humildade em pessoa. 

"De fato, diz São Gregório de Nissa, a humildade é entre todas as virtudes talvez a mais custosa na prática à nossa natureza corrupta pelo pecado. Mas é preciso tirar dela o nosso proveito, diz Santo Afonso de Ligório (Glórias de Maria: Virtudes de Maria). Se não formos humildes, jamais seremos filhos de Maria. Daí esta palavra de São Bernardo: 'Se não sabeis, como o fez Maria, abraçar a virgindade, é preciso que, ao menos, a exemplo da Virgem Maria, pratiqueis a humildade'. - Si non potes virginitatem humilis, imitare humilitatem Virginis". (De laud. B. Virg. hom.) 

Tudo o que nos dizem os santos a respeito da humildade da Santíssima Virgem deve-se entender como dito de todas as virtudes, pois Ela praticou-as todas em grau heróico. É o que Lhe valeu o título que a Igreja Lhe confere: "Rainha de todos os santos", o que equivale ao título de Senhora de todas as virtudes. 

"Assim como o sol eclipsa todos os astros noturnos, pelos seus raios ofuscantes, diz São Boaventura, Maria ultrapassa a todos os demais eleitos em graça e em virtudes". 

E nós, que aspiramos a um dia fazer parte desta gloriosa falange dos santos, quão grande e intenso amor devemos ter para com aquela que será o nosso modelo e nossa Rainha!...
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Excerto do livro Por que amo Maria, de Padre Júlio Maria, Missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento (1945)
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A Tradição é linda.

A Tradição é linda.

Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."