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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Santa Mônica, modelo de mãe e esposa

Monica of Hippo, Gozzoli (1464-65)

Santa Mônica é um precioso exemplo de esposa e mãe, e viveu uma vida de intensa fé. Possuía exímias virtudes, que, para nós cristãos, são essenciais serem praticadas com veemência.

Nasceu em 322, na Numídia, região onde hoje corresponde a Argélia e parte da Tunísia ocidental. Foi criadas por uma espécie de babá, que lhe deu rígido ensino religioso cristão.

Infelizmente casou-se muito jovem com um senhor pagão, de nome Patrício, um oficial de Tagaste (hoje Souk Ahras), que fazia parte do Império Romano.


Marriage of Saint Monica, Antonio Vivarini (1441)


Patrício era um homem rude, de temperamento violento e de hábitos libertinos - estilo de vida herdado da mãe. 

A maneira de vida cristã de S. Mônica incomodava extremamente a Patrício. Ela dava esmolas e tinha o hábito de oração.

O casal teve três filhos: Perpétua, Agostinho e Navigius. Como era submissa ao marido, era impossível que ela pudesse levar os filhos a serem batizados, pois o mesmo não consentia, já que era pagão. 

Agostinho ficou gravemente enfermo e, em sua angústia, humilhou-se ao marido para que este autorizasse o batismo do filho, o que foi consentido. Porém, com o restabelecimento da saúde da criança, Patrício retirou o consentimento.

Agostinho então passou a ter uma vida preguiçosa e dispendiosa, sem escrúpulos. Isso tornava S. Mônica ansiosa e aflita. 

O filho foi estudar retórica em Cartago, e contava com 17 anos quando o seu pai morreu, mas graças as orações incansáveis de S. Mônica, teve a graça de ver o seu marido convertido no leito de morte.

Em Cartago Agostinho tornou-se maniqueísta - doutrina gnóstica - e causou profunda tristeza em sua mãe. Mãe e filho chegaram a se desentender, entretanto, S. Mônica teve uma visão com um Anjo, que a fez reconciliar-se com o filho.


The Angel appears to Saint Monica, Pietro Maggi (1714)


Certa vez a santa encontrou-se com um bispo, a procura de conselhos e consolo, e este lhe disse: "O filho dessas lágrimas jamais perecerá". 

Em Milão, finalmente, Agostinho converte-se ao catolicismo, através da influência de Santo Ambrósio, também Doutor da Igreja. E Santa Mônica tem a grande graça de ver seu filho querido convertido, após 28 anos de oração com muita fé.
 
Saint Augustine and his mother, Saint Monica (1846)

Em seu famoso livro Confissões, Santo Agostinho comenta uma prática peculiar de sua mãe: ela gostava de oferecer pão, água e vinho, em oratórios erguidos em memórias de santos.

Quando S. Mônica e o filho mudaram-se para Milão, S. Ambrósio (bispo de Milão) proibiu a santa de oferecer vinho, uma vez que essa oferta poderia ser causa de pecado da gula para quem já tivesse recebido bebida. Dessa maneira, S. Agostinho escreve: 

Em lugar de um cesto cheio de frutos da terra, aprendeu a trazer aos oratórios dos mártires um coração cheio das súplicas mais puras e dar tudo o que podia aos pobres - para que a comunhão do Corpo do Senhor poderia ser corretamente celebrada nos lugares onde, após o exemplo de sua Paixão, os mártires tinham sido sacrificados e coroados.

Mãe e filho passaram seis meses de uma profunda paz em Rus Cassiciacum (hoje Cassago Brianza), período em que Santo Agostinho foi batizado na Igreja de São João Batista, em Milão. Os dois estiveram em jornada e passaram por cidades como Civitavecchia e Óstia (hoje franzione de Roma). Esta última foi palco da morte de Santa Mônica, o que entristeceu profundamente Santo Agostinho, mas inspirou o santo a escrever no seu livro Confissões muitas páginas dedicadas a Santa Mônica. 


S. Mônica foi enterrada em Óstia e no princípio talvez tenha sido esquecida. Seu corpo foi levado no 6º século a uma cripta escondida na igreja de Santa Áurea, sendo enterrada perto do túmulo desta referida santa. Foi transferido somente mais tarde à Basílica de Santo Agostinho, em Roma.

Anicius Auchenius Bassus escreveu o epitáfio funerário de S. Mônica, que sobreviveu em manuscritos antigos. A verdadeira pedra sobre a qual foi escrito foi redescoberta no verão de 1945, na Igreja de Santa Áurea. O fragmento foi descoberto depois que dois meninos estavam cavando um buraco para "plantar" um poste de futebol no pátio ao lado da igreja. 

Uma tradução do latim , por Douglas Boin, lê-se:

Aqui a mãe mais virtuosa de um jovem colocou suas cinzas, uma segunda luz para seus méritos, Agostinho. Como um sacerdote, servindo as leis celestiais da paz, você ensinou [ou, você ensina] o povo confiado a você com seu caráter. Uma glória maior do que o louvor das tuas realizações coroa a ambos - Mãe das Virtudes, mais afortunada por causa de sua prole.

Por volta do século XIII, no entanto, o culto de Santa Mônica começou a se espalhar e uma festa em sua honra foi mantida em 4 de maio. Em 1430, o papa Martinho V ordenou que as relíquias fossem levadas para Roma. Muitos milagres são ditos terem ocorrido, e o culto de S. Mônica foi estabelecido definitivamente. Mais tarde, o arcebispo de Rouen, Guillaume d'Estouteville , construiu uma igreja em Roma em honra de Santo Agostinho, a Basílica de Sant'Agostino, e depositou as relíquias de Santa Mônica em uma capela à esquerda do altar-mor. O ofício de Santa Mônica, no entanto, não parece ter encontrado um lugar no breviário romano antes do século XVI.

Túmulo de Santa Mônica, na Basílica de S. Agostinho, em Roma

Virgin Mary gives a black penitence belt to Saint Augustine
and his mother Saint Monica. Simon Benedikt Faistenberger: (1749)


Oração:

Ó Deus, Consolador dos aflitos e salvação dos que em Vós esperam, que vos dignastes atender misericordiosamente às piedosas lágrimas de Santa Mônica, para a conversão de seu filho Agostinho, concedei-nos, pela intercessão de ambos, choremos os nossos pecados e alcancemos a graça de vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
__________
Notas:
Esse texto foi traduzido por mim, da Wikipedia (em inglês). Algumas partes estão com a tradução um tanto ruim, mas existem termos difíceis de serem traduzidos e adaptados. Se você encontrar alguma falha/erro, por favor, entre em contato comigo para que eu possa corrigir. Obrigada. Att, Melissa Placido. 
Também consultei o Missal Quotidiano, D. Beda (1959).

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."