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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A Paixão de N. S. J. C.


Meu doce Jesus
Que extremos obrais;
Quem não vos dirá:
Bendito sejais! (Estribilho)

Meu doce Jesus
Que no Horto entrais
Com vossos discípulos:
Bendito sejais!

A vossa oração
Vós a começais,
Prostrado por terra:
Bendito sejais!

Aos três Apóstolos
Vós mesmo chamais;
Pois todos dormiam:
Bendito sejais!

Eis Judas traidor,
E todos os mais,
Que vem a prender-vos:
Bendito sejais!

O osculo vos dá,
Vós o abraçais,
Aí vos entrega:
Bendito sejais!

Quem buscai, amigo?
Vós lhe perguntais,
Eu sou, lhe dizeis:
Bendito sejais!

Toda a cruel tropa,
Meu Deus derribais,
Dizendo quem sois:
Bendito sejais!

Fogem os discípulos,
Vós não estranhais;
Pois já estava escrito:
Bendito sejais!

Atado e preso,
Opresso ficais;
Sois manso cordeiro:
Bendito sejais!

Por Jerusalém,
Deste modo entrais;
Ludibrio de todos:
Bendito sejais!

Anás vos pergunta,
E ali suportais;
Uma bofetada:
Bendito sejais!

Uma bofetada!
Oh! Céus! que esperais?
Uma bofetada!
Bendito sejais!

De Anás a Caifás,
Levar-vos deixais;
Por tantas afrontas:
Bendito sejais!

No rosto vos cospem,
Não pode ser mais!
Os olhos vos cobrem:
Bendito sejais!

Pedro assutado,
De medos mortais;
De longe vos segue:
Bendito sejais!

Nessa triste noite,
Vendo o que passais;
Três vezes vos nega:
Bendito sejais!

Em casa de Herodes
Por louco passais,
Tornais a Pilatos:
Bendito sejais!

Atado à coluna,
Meu Deus suportais
Milhares de açoites:
Bendito sejais!

O Anjo do céu,
Por que o não vingais?
Amor do meu Deus:
Bendito sejais!

Vós, Supremo Rei,
Que tudo imperais,
Coroado de espinhos:
Bendito sejais!

Com purpura irrisoria,
Por cetro empunhais,
Uma frágil cana:
Bendito sejais!

Vendo enfim Pilatos,
Que inocente estais,
Ao povo vos mostra:
Bendito sejais!

Clamam os judeus
Dragões infernais,
Que sois, réu de morte:
Bendito sejais!

O injusto juiz,
Qual houve jamais,
Vos condena a morte:
Bendito sejais!

Por praças e ruas
Então caminhais
Com a cruz às costas:
Bendito sejais!

Mas ah! meu Jesus,
Que não podeis mais;
Por terra caís:
Bendito sejais!

Por terra, ó meu Deus,
Ó culpas mortais!
Meu Deus de minha alma:
Bendito sejais!

O boca divina,
Que a terra tocais;
Dizei, pedras duras:
Bendito sejais!

Que dor! Que ternura!
Quando encontrais
Vossa aflita Mãe:
Bendito sejais!

Simão vos ajuda,
Senão expirais
Debaixo da cruz:
Bendito sejais!

A santa mulher,
Sem medo dos mais,
O rosto vos limpa:]
Bendito sejais!

As pias mulheres
Vós recomendais,
Que sobre si chorem:
Bendito sejais!

No monte Calvário,
Assim que chegais,
Vos despem de todo:
Bendito sejais!

Estando na cruz
Com dores mortais,
Três cravos vos pregam:
Bendito sejais!

Sacrílegas mãos
Que o crucificais,
Não fostes tolhidas?
Bendito sejais!

O raio das nuvens
Que não disparais?
Meu Deus não quereis:
Bendito sejais!

Em o santo Lenho
Pendente ficais,
Entre dois ladrões:
Bendito sejais!

Em tal desamparo
Ao Pai clamais,
Ninguém vos acode:
Bendito sejais!

A Mãe ao discípulo
Vós encomendais,
E o discípulo a Mãe:
Bendito sejais!

Na última hora
Então vos lembrais,
Da sede que tendes:
Bendito sejais!

O fel e o vinagre,
Senhor, tolerais
Na mór amargura:
Bendito sejais!

Baixando a cabeça,
Meu Deus expirais!
Tudo é consumado:
Bendito sejais!

Mas não se acabaram
Os ódios mortais;
O peito vos rasgam:
Bendito sejais!

Ainda sangue e água
Do peito lançais,
Para nosso remédio:
Bendito sejais!

Este é o preço,
Porque resgatais,
Os filhos de Adão:
Bendito sejais!

O sol se escurece,
Oh quantos sinais
Clamam que sois Deus:
Bendito sejais!

As pedras se quebram,
Mostram sentir mais,
Abrem-se os sepulcros
Bendito sejais!

José e Nicodemos,
Os dois principais,
Vos descem da cruz:
Bendito sejais!

Nos braços da Mãe
Do modo que estais,
Assim vos puseram:
Bendito sejais!

Oh Mãe traspassada
Que o filho abraçais!
O filho chagado:
Bendito sejais!

Que triste espetáculo!...
Mas vós a alentais
Com forças do céu:
Bendito sejais!

Notai e atendei,
Ó vós que passais,
Se há dor como a sua:
Bendito sejais!

Mas já se vos forma
Qual se viu jamais,
O enterro solene:
Bendito sejais!

Que tem já que ver
As pompas reais?
Vós sois Reis dos reis:
Bendito sejais!

Lágrimas são honras,
Suspiros sinais;
Porém vós sois tudo:
Bendito sejais!

No virgem sepulcro
Ungido ficais,
Coberto da campa:
Bendito sejais!

Ó vós Querubins
Do céu que o louvais,
Dizei-lhe também:
Bendito sejais!

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Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."