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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

São Carlos Borromeu, Bispo e Confessor

São Carlos Borromeu pintado por Giovanni Ambrogio Figino
São Carlos nasceu em Arona (Lombardia, Itália) - uma comunidade na província de Novara, no Piemonte, a 2 de outubro de 1538, sendo filho do Conde Gilberto Borromeu e de Margareth de Médici, irmã do Papa Pio IV (1559-1656), do qual era sobrinho.

Carlos recebeu ótima formação humana e cristã, de forma que estudou na Universidade de Pavia e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas. Chamado a Roma, pelo tio e Papa Pio IV, São Carlos, mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão, num tempo em que a Igreja abria-se para sua renovação interna (?)

Foi um bispo que tornou-se para a Igreja um modelo de pastor e caridade, já que se consumiu por inteiro pela guarda e salvação das almas. Ele, logo após ter auxiliado o Papa e tê-lo motivado para colocar em prática todo o inspirador conteúdo do Concílio de Trento (1545-1563), assumiu com todo o ardor a missão de obedecer as decisões que levaram à contra-reforma, o qual respondia as necessidades da Igreja daquela época, e também levar Jesus Cristo a todos os fiéis da Diocese de Milão. 

Determinado, foi o primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica; impulsionou a boa empresa e assistiu com seu zelo e apostolado santo toda a sua região além de ajudar na Evangelização de outras áreas da Europa, desta maneira deu sua vida a Deus gastando-se totalmente pelo bem dos outros e da Igreja. Construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. Seu lema consistia em uma só palavra: "Humilitas". 

“A humildade o impulsionou, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos”. 

Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, dissuadiu-o dessa ideia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento. 

Um capítulo à parte deve ser dedicado à relíquia do Santo Prego [um dos pregos da Cruz de Jesus], que, segundo a tradição, Ambrósio recebeu de Teodósio e foi guardada na Catedral pale o cristã de Santa Tecla (na oração fúnebre em sufrágio do imperador, o próprio Ambrósio menciona a relíquia). Quando Borromeu entrou no Domo, a relíquia estava no ponto mais alto do coro, a mais de trinta metros de altura; fazia vinte e cinco anos que ninguém a descia para expô-la à veneração dos fiéis. Em 1566, Carlos providenciou uma primeira reforma, recomendando que “se limpe diligentemente a lamparina do Prego, todas as semanas” (para Borromeu, os detalhes eram tudo...). Em 1576, com Milão subjugada pela peste, o arcebispo convocou três procissões públicas para implorar o fim do flagelo, as quais ele mesmo guiou, descalço e com uma corda amarrada ao pescoço, conduzindo a relíquia pela cidade. “Fez com que o Santo Prego”, anota o fidelíssimo bispo e biógrafo Carlo Bescapé, “fosse descido por sacerdotes elevados até o alto por certas máquinas, e o levou em procissão, inserido para a ocasião numa grande cruz [que ainda podemos ver, no quinto altar da nave esquerda, ndr.], em meio à grandiosa reverência de todo o povo”. Em 3 de outubro, uma terça-feira, percorreu-se o caminho até Santo Ambrósio; na quinta-feira, 5, até a Basílica dos Santos Apóstolos e Nazário Maior; sábado, 6, até Santa Maria de São Celso. Foi um evento épico, que ficou impresso na memória da cidade, imortalizado por mil imagens e revocações: um bispo que participa e compartilha o destino de seu povo e o chama a um ato de esperança. “E o resultado foi tão feliz”, escreve o mesmo Bescapé, “que, em tão grande multidão de pessoas, não apenas ninguém caiu pelas ruas, mas nem ao menos ocorreu nada que provocasse um aumento do contágio da peste”.

Na ocasião da peste de 1576, São Carlos Borromeu não abandonou suas ovelhas, mas com zelo ardoroso pela salvação das almas assistiu seu povo em todas as suas necessidades. Sua vida foi de caridade para com Deus e para com o próximo, até entregar sua santa alma a Deus aos 46 anos, em 4 de novembro de 1584. 

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

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