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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Novo Dicastério no Vaticano

Notícia quentinha, saída do forno...*

Basílica de São Pedro
O Vaticano anunciou nesta quarta-feira a criação de um grande ministério "de desenvolvimento humano integral", encarregado da justiça, do meio ambiente, da saúde e da solidariedade.
Neste novo dicastério, a questão dos migrantes estará sob a autoridade direta do Papa. Este organismo é produto da fusão de quatro serviços encarregados antes destes temas.
"Este dicastério será competente nas questões que se referem às migrações, aos necessitados, aos doentes e excluídos, aos marginalizados e às vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, aos detidos, aos desempregados e às vítimas de qualquer forma de escravidão e de tortura", indica um comunicado do Vaticano.
Mas, como "não pode haver hoje um serviço de desenvolvimento humano integral sem atender particularmente ao fenômeno migratório", este tema será confiado a um departamento submetido diretamente à autoridade do Papa.
Este superministério será lançado no dia 1º de janeiro de 2017 e estará dirigido pelo cardeal de Gana Peter Turkson, até agora presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz.

A minha humilde opinião...

Tendo a certeza de que Bergoglio não é católico, concluo que a nova igreja que se auto-intitula católica tem o vasto objetivo de destituir Deus do centro do universo, do seio da igreja. Sendo eu tradicionalista,  já percebi isso há algum tempo, depois que saí do modernismo. Notícias como essa são como respostas incontestáveis de que a nova igreja caminha para um buraco, donde parece não ter mais como sair. Triste das almas que são conduzidas por esses maus pastores, que já perderam a fé e maleficamente levam inocentes (talvez sejam) para o lado ruim. 

Criar um dicastério de desenvolvimento humano? Isso parece coisa de partidos esquerdistas, comunistas, socialistas e outros "istas" de significado imoral. Mais do que tudo, a igreja está precisando ser toda convertida em catolicismo. Porque o que vemos hoje, essa igreja repleta de pessoas, não são católicos, são futuros protestantes.

O que precisa ser feito, urgentemente é criar um dicastério para salvação de almas e conversão das pessoas que se acham católicas. 

Vou destacar um parágrafo do Catecismo de São Pio X:

  • 4) Que é a Doutrina Cristã?  A Doutrina Cristã é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação. 
Era isso que o Bergoglio deveria fazer, ensinar a Doutrina Cristã, deixada por Cristo, já que nas paróquias não se faz mais isso. E se faz esquecem-se de ensinar muitas coisas essenciais, como, por exemplo, dogmas de fé. Um exemplo é o "extra ecclesiam nulla salus" - fora da igreja não há salvação. Tenta falar isso para um modernista que você sofrerá uma chuva de pedras.

Perdeu-se o sentido do que é verdade de fé e ganhou-se o sentido do que é relativo. O papa propões medidas humanitárias, apenas, esquece-se de Deus, Esquece-se de impor que a Verdade está na Igreja de Cristo, que é preciso se converter, que é preciso se batizar... enfim, esquece-se que é o sucessor de São Pedro.

Nas nossas orações diárias, devemos rezar pela conversão do papa, e pela conversão dos modernistas, pela volta da Tradição e pelo Reinado Social de Cristo.

Por ora, fico por aqui, Apenas desabafos...

Salve Maria Rainha!
Viva Cristo Rei!
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*Fonte: aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Santa Rosa de Lima, Padroeira das Américas


A primeira santa da América do Sul tem a vida marcada pela devoção e fé. Nascida em Lima, no Peru, em 30 de abril de 1586, com o nome de Isabel Mariana de Jesus Paredes Flores y Oliva. Ainda criança, ouvira de uma índia, Mariana que era bonita como uma rosa e todos da família logo concordaram, assim, este tornou-se seu apelido. Também nos tempos de menina conta-se que ela mesma disse que gostaria de ser chamada como Rosa de Santa Maria.

Sua infância foi marcada por grandes momentos de oração e meditação, tornou-se devota de Nossa Senhora e recorria sempre à proteção da Virgem Mãe de Deus. Em sua história há relatos de que certo dia, Rosa rezava para sua imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus em seus braços e ouviu uma voz que vinha da imagem assim dizendo: “Rosa, dedique a mim todo o seu amor…”

E assim, a menina Rosa decidiu que dali em diante atenderia ao apelo de Deus e dedicaria sua vida e seu amor somente a Jesus. Mesmo ao longo da vida quando recebia propostas de casamento, Rosa afirmava categoricamente que era fiel a Jesus: “o prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação com o que sinto”. Nessa época também decidiu cortar seus longos cabelos e cobrir seu rosto com véu.

Rosa era sempre comprometida com suas orações, ainda que tivesse muito trabalho como doméstica ou na lavoura. Além disso, ela visitava frequentemente os pobres e enfermos. Muitos milagres de curas, conversões, propiciações de chuvas e amenizações do clima são atribuídos a santa.

Um fato de destaque sobre Rosa era que, por ser devota de Nossa Senhora, sempre fazia pedidos a Santa Virgem para que houvesse o crescimento da Igreja, sobretudo entre os indígenas americanos.

Em certa ocasião, pediu a Nossa Senhora para que a indicasse em qual ordem ela deveria servir e, assim, rezava sempre com esse pedido. Com a prece diária, Rosa notou que sempre que orava surgia uma borboleta preta e branca. Compreendendo isso como um sinal de Deus, Rosa entendeu que deveria ingressar na Ordem Terceira da Congregação de São Domingos, cujas vestimentas eram nas cores preto e o branco. As cores da pequena borboleta que a visitava diariamente eram as mesmas do hábito de Santa Catarina de Sena, a santa pela qual tinha tanta devoção e a quem deseja tanto imitar. Em 1606, aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira Dominicana.

A partir disso, todo ano durante a festa de São Bartolomeu Rosa passava o dia em oração, aos que perguntavam o porquê, ela dizia: “É porque este é o dia das minhas núpcias eternas”. A cada 24 de agosto o fato se repetia em 1617, Rosa não suportou mais uma grave enfermidade e veio a falecer no dia de São Bartolomeu com apenas 31 anos.

Seu túmulo, os locais onde viveu e trabalhou pela Igreja bem cedo tornaram-se locais de peregrinações. Muitos milagres começaram a acontecer. A beatificação de Rosa de Santa Maria deu-se no ano de 1667, logo no primeiro ano do pontificado do Papa Clemente IX. A concretização de sua canonização demorou um pouco mais para acontecer. O Papa Clemente X relutava em elevá-la à glória dos altares. Mas o Papa convenceu-se de que deveria canonizá-la depois que presenciou uma milagrosa chuva de pétalas de rosas que caiu sobre ele e que todos atribuíram à ação da Beata Rosa de Santa Maria.

Clemente X a canonizou em 12 de abril de 1671. Rosa, a menina que um dia foi crismada por São Turíbio de Mongrovejo, passou a ser conhecida no mundo católico como Santa Rosa de Lima. Era a primeira mulher da América a receber essa honra tão excelsa. Santa Rosa de Lima é a padroeira da América Latina e das Filipinas.
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Fonte: aqui.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

São Luís IX, Rei da França e Confessor

Hoje, 25 de agosto, comemoramos a festa litúrgica de São Luís IX, Rei da França, de 1226 a 1270. Que santo! Que Rei!


Rei, estadista e cruzado. Cada época histórica tem um homem que a representa. Luís IX é o homem modelo da Idade Média: é um legislador, um herói e um santo… “Marco Aurélio [Imperador romano pagão] mostrou o poder unido à filosofia; Luís IX, o poder unido à santidade. Avantajou-se o cristão” (Chateaubriand, Estudos históricos).

Não surpreende muito que um homem, retirado num claustro e separado das ocasiões de pecado, domine as inclinações desregradas da natureza e progrida na prática das mais belas virtudes do Cristianismo. Mas que um príncipe, ao qual não se tem a liberdade de repreender nem contradizer, e que vivendo em meio às honrarias e às mais perigosas volúpias, domine suas paixões, conservando a inocência e a pureza de coração, é realmente admirável, podendo ser chamado um prodígio na ordem da graça.

Entretanto, aquilo que é impossível para as forças do homem, não o é para Deus. E se a História do Antigo Testamento nos apresenta muitas cabeças coroadas que souberam aliar a santidade com a autoridade soberana, e a qualidade de profeta à de chefe, de juiz e de rei, a História do Novo Testamento nos fornece um número bem maior em quase todos os reinos cristãos.

Nesse mês, dia 25, a Igreja nos propõe um príncipe, que podemos chamar de pérola dos soberanos, glória da coroa da França, modelo de todos os príncipes cristãos; e para dizer tudo em duas palavras, um Monarca verdadeiramente segundo o coração de Deus, da Igreja e do povo.

É o incomparável São Luís, quadragésimo Rei da França desde o início da monarquia, e o nono da terceira raça, da qual Hugo Capeto foi o tronco.

Seu pai foi Luís VIII, filho de Filipe Augusto, e sua mãe a princesa Branca, de quem os historiadores atribuem a glória de haver sido filha, sobrinha, esposa, irmã e tia de reis. Com efeito, seu pai foi Afonso IX, Rei de Castela, que infligiu aos mouros sério revés na batalha de Navas de Tolosa, quando mais de duzentos mil infiéis pereceram no campo de batalha; era sobrinha dos reis Ricardo e João, da Inglaterra; esposa de Luís VIII, Rei da França; irmã de Henrique, Rei de Castela; mãe de São Luís IX e de Carlos, Rei de Nápoles e da Sicília; e tia, através de suas irmãs Urraca e Berengüela, de Sanches, Rei de Portugal, e de São Fernando III, Rei de Leão.

Nasceu São Luís no Castelo de Poissy, a 30 quilômetros de Paris, no dia 25 de abril de 1215, quando em toda a Cristandade procissões solenes comemoravam o dia de São Marcos. Vivia ainda seu avô, Filipe Augusto, o qual acabava de ganhar a célebre batalha de Bouvines, oito anos antes de lhe suceder seu filho, o futuro Luís VIII.

A infância de São Luís foi um espelho de honestidade e sabedoria. Seu pai, que unia virtude e zelo pela religião a uma bravura marcial que lhe valeu o nome de Leão, foi particularmente zeloso na sua educação. Deu-lhe bons preceptores e um sábio governante: Mateus II de Montmorency, primeiro barão cristão; Guilherme des Barres, Conde de Rochefort; e Clemente de Metz, marechal-da-França, que lhe inspiraram os sentimentos que deve ter um rei cristianíssimo e um filho primogênito da Igreja.

Sua mãe, Branca, não poupou esforços para torná-lo um grande rei e um grande Santo, sobretudo após a morte de seu filho primogênito, Filipe. Ela lhe repetia com freqüência estas palavras, dignas de serem imitadas por toda mãe verdadeiramente católica: “Meu filho, eu gostaria muito mais ver-te na sepultura, do que maculado por um só pecado mortal”.

Com a morte prematura do Rei aos 40 anos, em 1226, na cidade de Montpellier, quando voltava da guerra contra os hereges albigenses, nosso Santo subiu ao trono, sob a tutela da mãe, tendo sido sagrado na Catedral de Reims em 30 de novembro daquele mesmo ano.

Sua minoridade foi pródiga em guerras intestinas, causadas pela ambição e orgulho de senhores feudais do reino, que desejavam valer-se da pouca idade do soberano para impor as suas pretensões. Mas Deus dissipou todas as facções por uma proteção visível sobre a pessoa sagrada desse jovem Monarca.

Uma minoridade tão conturbada serviu de ocasião para fazer reluzir a prudência, o valor e a bondade daquele que se tornaria um protótipo do Rei Católico.


Matrimônio abençoado por Deus


No dia 27 de maio de 1235, pouco depois de completar 20 anos, casou-se com Margarida, filha mais velha de Raimundo Béranger, Conde de Provence e de Forcalquier, e de Beatriz de Sabóia. Era uma princesa que a graça e a natureza haviam dotado de toda sorte de perfeições, e que lhe daria, ao longo de uma santa e harmoniosa existência, 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres. Acompanhou ela o jovem esposo na sua primeira expedição além-mar, e após a morte deste, retirou-se no Mosteiro de Santa Clara, onde terminou seus dias em 20 de dezembro de 1285. Seu corpo, precedido e seguido por pobres, que a chamavam de mãe, foi enterrado em Saint-Denis.

Luís IX procurava acima de tudo tributar a Deus o serviço e a honra que Lhe eram devidos. Este lhe retribuía assistindo-o em todas as necessidades, aconselhando-o nos empreendimentos, protegendo-o dos inimigos e conduzindo a bom termo todas as suas iniciativas.

O segundo de seus filhos varões foi Filipe III, que lhe sucedeu no trono, e cujos filhos foram, por sua vez, Reis, até Henrique III. O caçula de São Luís foi Roberto de Bourbon, cuja descendência subiu ao trono francês durante nove gerações. Das filhas, com exceção de uma, falecida prematuramente, todas foram esposas de Reis.

Educação cristã dos filhos: modelo de pai


Ao contrário de outros Monarcas, que negligenciam a educação dos filhos, ou os deixam, sem maior preocupação, aos cuidados de governantes, São Luís chamava pessoalmente a si o cuidado de os instruir, imprimindo-lhes na alma o desprezo pelos prazeres e vaidades do mundo e o amor pelo soberano Criador. Ele os exercitava normalmente à noite, após as horas Completas, quando os fazia vir a seu quarto a fim de ouvir as suas piedosas exortações. Ensinava-lhes, além disso, a rezar diariamente o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, obrigava-os a assistir às Missas de preceito, e incutia-lhes a necessidade da mortificação e da penitência. Às sextas-feiras, por exemplo, não permitia que portassem qualquer ornamento na cabeça, porque foi o dia da coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ainda hoje existem os manuscritos das instruções por ele deixadas à sua filha Isabel, Rainha da Navarra: são tão santas e cheias do espírito de Nosso Senhor, que nenhum diretor espiritual, por mais esclarecido que seja, seria capaz de apresentar outras mais excelentes.


O governante: justiceiro e moralizador dos costumes

Se São Luís soube educar tão bem os filhos, foi entretanto ainda mais admirável em governar os negócios públicos. Nunca a França experimentou tanta paz e prosperidade como em sua época. Enquanto as outras nações, em todas as latitudes, estavam em convulsão, os franceses por ele governados gozavam de uma feliz tranquilidade, assegurada pela sabedoria do Monarca. Ele soube banir do Estado, através de sábias leis, todos os desregramentos então existentes. O primeiro deles foi a blasfêmia e os juramentos ímpios e execráveis. Foram tão rigorosas as punições contra eles estipulados, que o Papa Clemente IV julgou dever atenuá-las.

Outros desregramentos que se esforçou em exterminar foram os duelos, os jogos de azar e a frequentação a lugares de tolerância. Antes de São Luís, nenhum Rei havia proibido os duelos: toleravam-no, e às vezes o ordenavam, a fim de se conhecer o direito das partes; o que importava meio enganoso e contrário aos preceitos da justiça.

Modelo em tudo para os homens públicos de todos os tempos e sobretudo de nossos dias, Luís IX o era de modo especial no tocante à boa administração dos bens do Estado e ao exímio cumprimento da lei. Assim, por exemplo, quando enviava juízes, oficiais e outros emissários às províncias para ali exercerem durante algum tempo Justiça, proibia-lhes de adquirir bens e empregar seus filhos, com receio de que isso pudesse ensejar a que viessem cometer injustiças.

Nomeava, acima deles, juízes extraordinários para examinar sua conduta e rever seus julgamentos, a exemplo de Deus, que assegura que julgará a Justiça. E se por acaso encontrava que em algo haviam agido mal, impunha-se primeiramente a si mesmo uma severa penitência, como se tivesse sido o culpado pelo excesso praticado por eles, e em seguida ministrava-lhes severa punição, obrigando-os a restituir o que haviam tomado do povo, se fosse esse o caso, ou a reparar aqueles que haviam sido condenados injustamente. Pelo contrário, quando tomava conhecimento de que haviam cumprido dignamente os seus deveres, recompensava-os regiamente e os fazia ascender a funções mais honrosas.

Além de administrar Justiça, não negligenciava o Santo Monarca o cuidado dos pobres. Zelo pela ortodoxia e piedade
Se foi notório seu zelo em extirpar a libertinagem no reino de França, o que dizer de seu empenho em relação ao extermínio da heresia e ao estabelecimento da Fé e da disciplina cristã? Para isso tomou-se de grande afeição pelos religiosos de São Domingos e de São Francisco, a quem ele via como instrumentos sagrados dos quais a Providência queria se servir para a salvação de uma infinidade de almas resgatadas pelo precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele os convidava com certa frequência para jantar, sobretudo São Tomás de Aquino e São Boaventura, dois luzeiros a iluminar o firmamento da Santa Igreja a partir da Idade Média.

Um dos traços em que a religiosidade desse grande Monarca mais se manifestou foi a aquisição, junto a Balduíno II, Imperador de Constantinopla, da Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a qual mandou edificar essa verdadeira maravilha da arquitetura gótica que é a Sainte-Chapelle, no coração de Paris.


Voto de cruzar-se: realiza-se a VI Cruzada


Deus, quando suscita numa alma um grande desejo, fá-la não raro passar por uma grande provação antes de atendê-la. Foi o que sucedeu com São Luís, que em 1245 caiu gravemente enfermo, a ponto de alguns terem como certa sua morte. Nessa contingência os franceses, que o amavam como a um pai, fizeram violência ao Céu, organizando vigílias, procissões e outros atos de piedade pela sua convalescença. O Monarca fez então um voto: caso sobrevivesse, partiria para libertar o Santo Sepulcro.

Cumpriu-o três anos depois, ao partir para Lyon, onde se encontrou com o Papa Inocente IV, de quem recebeu a bênção apostólica. Dirigiu-se em seguida para Aigues-Mortes, onde o aguardavam as embarcações que deveriam conduzi-lo com os cruzados ao Oriente. Era o dia 25 de agosto de 1248, data em que se iniciava a VI Cruzada da História.

As naus tocaram inicialmente a Ilha de Chipre, onde o Monarca se viu obrigado a permanecer durante o inverno, devido a uma peste que arrebatou a sexta parte de seu exército. Sua demora e essas perdas foram contudo de algum modo recompensadas pela conquista do Rei de Chipre, a quem São Luís conseguiu convencer de juntar-se à expedição.

Reencetou o Santo Cruzado a sua expedição no dia 13 de maio de 1249, à frente de uma formidável armada de 1800 embarcações, grandes e pequenas. Entretanto, devido às tempestades, mais da metade delas desviou-se da rota. De sorte que, ao passar em revista suas tropas, encontrou apenas 700 cavaleiros, dos 2800 de que se compunha seu exército.

De batalha em batalha; vitorioso numas e com reveses em outras; passando por humilhações pelos pecados de seus soldados ou por honrarias em pleno cativeiro (os emires do Egito quiseram elegê-lo Sultão!); sendo informado do nascimento de um dos filhos em Damiette, em plena época de negociação com os algozes, e do falecimento de sua bondosa mãe, a Rainha Branca, na França; enfrentando pestes e naufrágios, retomou o Rei-Cruzado, em 25 de abril de 1254, festa de São Marcos, o caminho da doce França, onde aportou no dia 19 de julho do mesmo ano. Em 5 de setembro encontrava-se no Castelo de Vincennes, e no dia seguinte entrava solenemente em Paris.

Seu regresso foi acolhido com eloquentes manifestações de dileção do Papa Clemente IV e de Henrique III, Rei da Inglaterra.

Provações e santa morte do Rei Cruzado


Decidiu então o Santo lançar uma VII Cruzada, a última da História, para a qual se apresentaram seus filhos e Ricardo, Rei da Inglaterra, além de numerosos príncipes e senhores. Após terem sido tomadas todas as providências, partiram em direção a Túnis, no dia 4 de julho de 1270.

Mais uma vez no mar, e eis que outra grande tempestade dispersa as embarcações, fazendo com que muitas sejam impedidas de partir. São entretanto reparadas e chegam todas a Túnis. Mas o rei daquelas terras, bárbaro, traidor e infiel, que havia chamado São Luís à África dizendo que queria tornar-se cristão, sequer permitiu que sua armada descesse. O embate começou então ali mesmo, com os franceses assediando vários pontos nevrálgicos dos infiéis e a própria capital. Como esta resistisse, decidiram dominá-la cortando os víveres.

Mas a decomposição da cidade atingiu o exército francês, que foi logo empestado por todos os lados, ceifando inúmeras vidas. São Luís viu morrer seu filho Jean Tristan, nascido por ocasião do seu cativeiro no Egito, e pouco depois ele mesmo entregaria serena e santamente sua bela alma a Deus, o que se deu no dia 25 de agosto de 1270, precisamente 22 anos após sua partida para a VI Cruzada.

As relíquias de São Luís foram levadas para a França por seu filho Filipe, com exceção das entranhas, destinadas à Abadia de Montréal, na Sicília, a pedido do Rei Carlos, irmão do Santo Monarca. O resto de seu corpo repousa na Abadia de Saint-Denis. Seu culto foi juridicamente examinado e aprovado pelo Papa Bonifácio VIII, que o canonizou em 1297.


Imagens



Estátua de St. Luís como Cruzado

Anel de São Luís IX

Saint-Chapelle, construída por São Luís IX


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Fonte: aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Festa do Imaculado Coração de Maria

Hoje, 22 de agosto, comemoramos a Festa do Imaculado Coração de Maria. Sugiro a leitura desse post aqui, do blog Pale Ideas.

Festa de segunda classe.

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A memória ao Imaculado Coração de Maria não é algo novo na Igreja. Está presente no seio do Evangelho, que brandamente chama a nossa atenção ao especialíssimo coração da Santíssima Mãe de Deus. Na Tradição da Igreja temos referências ao Imaculado Coração de Maria pelos Santos Padres, por santos e místicos da Idade Média, por teólogos e também por alguns papas.

A devoção ao Imaculado Coração ganhou grande destaque com as aparições de Nossa Senhora em Fátima. E também com as revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo a
Beata Alexandrina de Balazar.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Este relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, une-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus.

Fátima

As aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, no ano de 1917, de tal forma espalhou a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.

De acordo com o legado dos
pastorinhos de Fátima, foi Nossa Senhora quem, depois de mostrar a visão do Inferno a Lúcia, Jacinta e Francisco, lhes revelou o "Segredo". Contava a Irmã Lúcia que Nossa Senhora afirmou: "...para salvar as almas, Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração” (in Memórias da Irmã Lúcia).

O objetivo único desta devoção ao Imaculado Coração de Maria é, portanto, a salvação das almas e a conquista da paz. "Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz. A guerra vai acabar" (in Memórias da Irmã Lúcia). Com estas palavras, Nossa Senhora foi bastante clara no seu pedido, é em vista das almas que toda a sua mensagem destina-se. Também, esta é a missão da Santa Igreja, “Dai-me almas, e ficai com o resto” já dizia
Dom Bosco. A salvação das almas e de toda a humanidade é o fim último no que diz respeito a missão da Igreja nesta terra. ”Deus quer que; todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (I Tim 2, 3-4)
Deus decidiu que o Salvador viesse por meio de Maria, também por meio dela, devemos nós sermos salvos. Salvos por intermédio de Maria e não salvos por ela, pois os católicos creem que só Jesus Cristo é o Salvador e Maria Sua Mãe Santíssima é, a co-redentora com seu Filho Jesus. Ela colabora com Ele no plano de salvação. “Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração” (in Memórias da Irmã Lúcia).

Beata Alexandrina de Balazar

Em 1935, Jesus pediu à
Beata Alexandrina de Balazar que o mundo fosse consagrado ao Imaculado Coração de Sua Mãe: "Manda dizer ao teu Pai espiritual que, em prova do amor que dedicas à Minha Mãe Santíssima, quero que seja feito todos os anos um ato de consagração do mundo inteiro num dos dias das suas festas escolhido por ti: ou Assunção, ou Purificação, ou Anunciação, pedindo a esta Virgem sem mancha de pecado que envergonhe e confunda os impuros, para que eles arrecuem caminho e não Me ofendam. Assim como pedi a Santa Marga­rida Maria para ser o mundo consagrado ao Meu Divino Cora­ção, assim o peço a ti para que seja consagrado a Ela com uma festa solene".

O
Papa Pio XII, anuindo a esses pedidos de Jesus Cristo que lhe foram endereçados pelo Padre Mariano Pinho, enquanto director espiritual de Alexandrina Maria da Costa em Balazar, efetuou um ato solene de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria no dia 31 de Outubro de 1942. Este ato de consagração veio, ainda, complementar o ato de consagração do Género Humano ao Sagrado Coração de Jesus, realizado algumas décadas antes pelo Papa Leão XIII, feito a pedido da Beata Maria do Divino Coração Droste zu Vischering.

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Imagens




Beata Alexandrina de Balazar

domingo, 21 de agosto de 2016

Santa Joana Francisca Frémiot de Chantal, Fundadora


Joana era filha de Benigno Frémiot, presidente do Parlamento de Borgonha e de Margarida de Berbizym. Nasceu em Dijon a 28 de janeiro de 1572. No batismo recebeu o nome de Joana, ao qual acrescentou o de Francisca, por ocasião de sua confirmação. Teve esmerada educação. Recusou desposar um fidalgo rico, por ser ele protestante calvinista mas aceitou casar-se com o Barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz.

Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais.
        
Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época, conheceu o futuro São Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa.
                  
Passados nove anos de viuvez e depois de ter muito bem casado as filhas, deixou o futuro barão de Chantal, então um adolescente de quinze anos, com o avô Benigno no castelo de Dijon e retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes. Nessa empreitada juntaram-se, à baronesa de Chantal, a senhora Jacqueline Fabre e a senhorita Brechard. Joana, então, professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a madre superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e dedicou-se, exclusivamente, à Obra, vivendo na sua primeira sede, em Anecy. Fundou mais setenta e cinco Casas para suas religiosas com toda a sua fortuna. Mas não sem dificuldades e sofrimentos, e sofrendo muitas perseguições em Paris, sem nunca esmorecer.

Depois de uma dura agonia motivada por uma febre que pôs fim à sua existência, morreu em Moulins no dia 13 de dezembro de 1641.
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Fonte: web.

Reflexão: Mesmo nas melhores condições sociais, no maior glamour e conforto, podemos encontrar Cristo. É difícil, para quem é realmente temente a Deus, abandoná-Lo. Como disse Santo Agostinho: "Senhor, é duro te seguir, mas é impossível te deixar". Não estou dizendo que ser cristão é fácil. Não, pelo contrário. Mas os filhos de Deus, amparados por seus anjos custódios, enfrentam todas as ocasiões de pecado, de desespero, de desesperança, para ficar sempre do lado da Verdade Suprema, que é Cristo Jesus. Santa Joana Francisca tinha todas as possibilidades de não ser verdadeiramente uma filha de Deus. Era rica, era baronesa, tinha alta posição social e, no entanto, preferiu servir a um único Senhor, como bem nos lembra o Evangelho, em São Mateus 6, 24. Portanto, que Santa Joana seja um belo exemplo a nós. Que possamos nos entregar a Cristo, de todo nosso coração. Santa Joana Francisca, rogai por nós.

14º Domingo depois de Pentecostes

Domingo, dia do Senhor!

Festa de Segunda Classe
Paramentos Verdes

Epístola

Gálatas 5, 16-24
16 Digo-vos pois: andai segundo o Espírito (de Deus) e não satisfareis os desejos da carne. 17 Efetivamente, a carne tem desejos contrários ao espírito, e o espírito desejos contrários à carne: estas coisas (a carne e o espirito) são contrárias entre si, para que não façais tudo aquilo que quereis. 18 Se, porém, sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. 19 Ora as obras da carne são manifestas: são a fornicação, a impureza, a luxúria, 20 a idolatria os malefícios, as inimizades, as contendas, as invejas, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, 21 os ciúmes, a embriaguez, as glutonerias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os que as praticam não possuirão o reino de Deus, 22 Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, gozo, paz, longanimidade, afabilidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, temperança. Contra estas coisas não há Lei. 24 Os que são de Cristo crucificaram a sua carne com suas paixões e concupiscências.

Santo Evangelho

São Mateus 6, 24-33
24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou há de afeiçoar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a riqueza. 25 Portanto vos digo: Não vos preocupeis (demasiadamente), nem com a vossa vida, acerca do que haveis de comer, nem com o vosso corpo, acerca do que haveis de vestir. Porventura não vaie mais a vida que o alimento, e o corpo mais que o vestido? 26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que elas? 27 Qual de vós. por mais que se afadigue, pode acrescentar um só côvado à duração da sua vida? 28 E porque vos inquietais com o vestido? Considerai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. 29 Digo-vos todavia que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. 30 Se pois Deus veste assim uma erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé! 31 Não vos aflijais pois, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32 Os gentios é que procuram com excessivo cuidado todas estas coisas. Vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. 33 Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.

Salve Maria Rainha!
Viva Cristo Rei!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O homem, o cristão e o monge.

"O homem irreligioso é um ser mortal com natureza racional que por sua livre vontade volta suas costas à vida e pensa seu próprio Criador, o sempre existente, como não existente. O homem sem lei é aquele que detém a lei de Deus à sua maneira depravada e pensa em combinar a fé em Deus com a heresia que é diretamente oposta a Ele. O cristão é aquele que imita Cristo em pensamento, palavra e ação, na medida que isso é possível aos seres humanos, acreditando com razão e sem culpa na Santíssima Trindade. O amante de Deus é aquele que vive em comunhão com tudo o que é natural e sem pecado e na medida em que é capaz não negligencia nada que seja bom. O homem continente é aquele que no meio de tentações, armadilhas e tumulto, luta com todas as suas forças para imitar as formas dAquele que está livre de tais coisas. O monge é aquele que no interior de seu corpo terreno e sujo se esforça para atingir o estado e disposição dos seres incorpóreos. Um monge é aquele que controla estritamente sua natureza e policia incessantemente seus sentidos. Um monge é aquele que mantém seu corpo na castidade, sua boca pura e sua mente iluminada. Um monge é uma alma em luto que seja na vigília seja no sono tem diante de si a lembrança da morte. Retirado do mundo tem um ódio voluntário às coisas vãs materiais e negando a natureza buscam superar a natureza."

- São João Clímaco -

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

São Jacinto de Cracóvia, Confessor

Hoje, 17 de agosto, comemora-se o dia de São Jacinto de Cracóvia.

Batizado com o nome de Jacko, ele nasceu em 1183, na antiga Kramien, hoje Cracóvia, na Polônia. Alguns biógrafos dizem que pertencia à piedosa família Odrovaz, da pequena nobreza local.

Desde cedo, aprendeu a bondade e a caridade, despertando, assim, sua vocação religiosa. Antes de ingressar na Ordem dos Predicadores de São Domingos, ele era cônego na sua cidade natal. Foi em Roma que conheceu Domingos de Gusmão, fundador de uma nova Ordem, a dos padres predicadores. Pediu seu ingresso e foi aceito na nova congregação.

Depois de um breve noviciado, concluído em Bolonha, provavelmente em 1221, vestiu o hábito dominicano e tomou o nome de Frei Jacinto. Na ocasião, foi o próprio são Domingos que o enviou de volta à sua pátria com um companheiro, frei Henrique da Morávia. Assim iniciou sua missão de grande pregador.

O trabalho que ele teria de desenvolver na Polônia fora claramente fixado pelo fundador. Jacinto fundou, em Cracóvia, um mosteiro da Ordem de São Domingos. Depois de pregar por toda a diocese, mandou alguns dominicanos missionários para a Prússia, Suécia e Dinamarca, pois esses países pagãos careciam de evangelização.

O grande afluxo de religiosos à nova Ordem permitiu, em 1225, por ocasião do capítulo provincial, que se decidisse a fundação de cinco novos mosteiros na Polônia e na Boêmia. Passados três anos, após ter participado do capítulo geral da Ordem em Paris, foi para Kiev, na Rússia, onde desenvolveu mais uma eficiente missão evangelizadora, levando a Ordem dos dominicanos para aquela região. Frei Jacinto foi um incansável pregador da Palavra de Cristo e um dos mais pródigos colaboradores do estabelecimento da nova Ordem naquelas regiões tão distantes de Roma.

Foram quarenta anos de intensa vida missionária. No dia 15 de agosto 1257, morreu no Mosteiro de Cracóvia, Polônia, consumido pelas fadigas, aos setenta e dois anos de idade.

Considerado pelos biógrafos uma das glórias da Ordem Dominicana
, foi canonizado em 1524 pelo papa Clemente VII. A festa de São Jacinto, o "apóstolo da Polônia", era tradicionalmente celebrada um dia depois da sua morte, mas, em razão da veneração da Assunção de Maria, foi transferida para o dia 17 de agosto.

São venerados também neste dia: Santa Beatriz da Silva, São Servo e São Mamede.
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Fonte: aqui.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

São Joaquim, pai da Virgem Maria

No dia 16 de agosto comemora-se o dia de São Joaquim, pai da Virgem Maria.
São Joaquim, rogai por nós.

Joaquim pertencia à tribo da Judéia. Aos vinte anos tomou por esposa Ana, filha de Isachar, de sua tribo, descendente de Davi. Desde o começo de seu matrimônio fizeram voto de que ofereceriam seu primogênito para ser criado no templo santo, mas após vinte anos está criança ainda não havia nascido.

Joaquim era um homem muito rico, que cumpria suas obrigações no templo com muita generosidade. Porém, chegado o Dia do Senhor, quando todos os filhos de Israel levam duas oferendas ao templo, Joaquim foi impedido de participar por não ter filhos. Não gerar descendência para Israel era considerado fator de desconfiança, como um castigo de Deus por pecados não revelados. Sentindo-se injustiçado e sem dizer à sua mulher, foi para o deserto, e ali montou tenda, onde jejuou por 40 dias e 40 noites, esperando uma manifestação de Deus.

Enquanto isso, Ana, sua mulher, chorava e lamentava sua viuvez e sua esterilidade. No Dia do Senhor não se sentiu digna de participar das orações. Sentou-se no jardim, debaixo de um louro e ali orou fervorosamente. Em sua aflição comparou-se aos pássaros do céu, às feras, à águia e à própria terra. Todos eram fecundos perante ao Senhor, menos ela. Então um Anjo do Senhor apareceu e disse-lhe: “Ana, o Senhor escutou as tuas preces, conceberás e darás à luz uma filha e falar-se-á de tua primogênita por toda a Terra”. Ao que Ana respondeu: “Por mim Senhor, se dou à luz seja um filho ou uma filha, oferecerei ao Senhor e será seu servo todos os dias de sua vida”.

Também a Joaquim, no deserto, um Anjo do Senhor se revelou anunciando que Ana conceberá uma filha. Joaquim reuniu seu rebanho, separou parte deste para se oferecido a Deus, aos sacerdotes e ao povo, e dirigiu-se à cidade.

Joaquim e Ana encontraram-se na entrada da cidade na Porta Dourada, pois Ana havia sido avisada, pelo Anjo, do retorno do marido. Cheia de alegria ela exclamou:

Agora sei que o Senhor Deus me encheu de bênçãos, pois era viúva e já não sou mais não tinha filhos e vou conceber em minha entranhas

E, após nove meses deu à luz uma filha, à qual chamou de Maria.

E tudo aconteceu em graça plena!

A fonte dessas histórias reverenciadas e das famosas obras de arte se encontra no Proto-Evangelho de São Tiago. Escrito provavelmente no sec. II d.C., circulou durante séculos entre os cristãos, e acabou não sendo liberado pela Igreja Católica, jamais fazendo parte, portanto, do Novo Testamento.
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Fonte: aqui.
Observações: fiz algumas correções ortográficas e algumas edições do texto original.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

São João Maria Vianney, o Cura d'Ars

Foto rara do Cura d'Ars
O quarto do Cura.
O futuro Cura d’Ars nasceu na pequena localidade de Dardilly, perto de Lyon, na França, no dia 8 de maio de 1786, de família de agricultores piedosos. Foi consagrado a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento, data em que foi também batizado.

Sua instrução foi precária, pois passou a infância em pleno Terror da Revolução Francesa, com os sacerdotes perseguidos e as escolas fechadas. João Maria tinha 13 anos quando recebeu a Primeira Comunhão das mãos de um sacerdote “refratário” (que não tinha jurado a ímpia Constituição do Clero), durante o segundo Terror, em 1799.

Com a subida de Napoleão e a Concordata com a Santa Sé, foi possível a João Maria iniciar seus estudos eclesiásticos aos 20 anos, terminando-os aos 29, depois de mil e uma contrariedades.

É impossível, nos limites de um artigo, abranger toda a vida apostólica do Cura d’Ars. Por isso limitar-me-ei a abordar um aspecto dela, que foi como transformou a pequena localidade de Ars de modo a tornar-se ponto de admiração de toda a França.

Ars ao tempo da chegada do santo

Quando o jovem sacerdote chegou a Ars, esta era um pequeno aglomerado de casas, contando apenas 250 habitantes, quase todos agricultores. Como a maior parte das localidades rurais da França, sacudidas durante 10 anos pelos vendavais da Revolução Francesa, encontrava-se em plena decadência religiosa. Vivia-se um paganismo prático formado de negligência, indiferentismo e esquecimento das práticas religiosas.

A cidadezinha de Ars assemelhava-se às paróquias vizinhas, não sendo nem melhor nem pior que elas. Havia nela um certo fundo religioso, mas com muito pouca piedade.

Como transformá-la num modelo de vida católica, ambição de São João Batista Vianney?

Santificando-se para santificar os outros

O Cura passava horas ajoelhada frente ao Santíssimo.
Primeiro, pela oração e pelos sacrifícios do vigário por suas ovelhas. Já no dia de sua chegada, o Padre Vianney deu o colchão a um pobre e deitou-se sobre uns sarmentos junto à parede, com um pedaço de madeira como travesseiro. Como a parede e o chão eram úmidos, contraiu de imediato uma nevralgia, que durou 15 anos. Seu jejum era permanente, habitualmente passando três dias sem comer; e quando o fazia, alimentava-se somente de batatas cozidas no início da semana e já emboloradas. Mas ele sobretudo passava horas e horas ajoelhado diante do Santíssimo Sacramento, implorando a conversão de seus paroquianos.

Uma de suas primeiras medidas práticas foi reformar a igreja que, por respeito ao Santíssimo Sacramento, desejava que fosse a melhor possível.

“Esforcemo-nos para ir para o Céu”

Outra de suas solicitudes foi para com a juventude. Atraía todos para o catecismo. Exigia que este fosse aprendido de cor, palavra por palavra, e só admitia à Primeira Comunhão quem estivesse assim devidamente preparado. Instava com os meninos e adolescentes para que cada um levasse sempre consigo o Rosário, e tinha no bolso alguns extras para aqueles que houvessem perdido o seu.

Paulatinamente os esforços do santo foram sendo coroados de êxito, de maneira que os jovens de Ars chegaram a ser os mais bem instruídos da comarca.

Nas missas dominicais, pregava sobre os deveres de cada um para consigo, para com o próximo e para com Deus. Falava constantemente do inferno e do que precisamos fazer para evitá-lo: “Ó, meus queridos paroquianos, esforcemo-nos para ir para o Céu. Lá havemos de ver a Deus. Como seremos felizes! Que desgraça se algum de vós se perder eternamente!

Ele exigia a devida compostura e atitude própria a bons católicos na igreja, por respeito à Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

“Arruinados todos aqueles que abrirem tabernas”

A guerra que moveu contra as tabernas também foi bem sucedida. Aos que a elas iam, em vez de comparecer à missa no domingo, dizia: “Pobre gente, como sois infelizes. Segui vosso caminho rotineiro; segui-o, que o inferno vos espera”. Ameaçava-os de não só perderem os bens eternos, mas também os terrenos.

Aos poucos, por falta de fregueses, as tabernas foram se fechando. Outros tentaram abri-las, mas eram obrigados a cerrá-las. A maldição de um santo pesava sobre eles: “Vós vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas”, disse no púlpito. E assim foi. Quando elas se fecharam, o número de indigentes diminuiu, pois suprimiu-se a causa principal da miséria, que era moral.

Luta contra blasfêmias e trabalho aos domingos

Confessionário onde o Cura atendia diariamente.
“Blasfêmias e trabalhos nos domingos, bailes, cabarés, serões nas vivendas e conversas obscenas, englobava tudo numa comum maldição”. Por anos a fio pregou contra isso, exortando no confessionário, no púlpito e nas visitas que fazia às famílias. Dizia: “Se um pastor quiser se salvar, precisa, quando encontrar alguma desordem na paróquia, saber calcar aos pés o respeito humano, o temor de ser desprezado e o ódio dos paroquianos [e denunciar o mal]”.

A guerra do santo cura contra as blasfêmias, juramentos, imprecações e expressões grosseiras foi sem quartel; e tão bem sucedida, que desapareceram de Ars. Em vez delas passou-se a ouvir entre os camponeses expressões como Deus seja bendito! Como Deus é bom! Em vez das cançõezinhas chulas da época, hinos e cânticos religiosos.

A luta contra o trabalho nos domingos foi também tenaz e durou quase oito anos. “A primeira vez que do púlpito abordou o tema, fê-lo com tantas lágrimas, tais acentos de indignação, com tal comoção de todo o seu ser que, passado meio século, os velhos que o ouviram ainda se lembravam com emoção. [...] Vós trabalhais, dizia ele, mas o que ganhais é a ruína para a vossa alma e para o vosso corpo. Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos 'que acabais de fazer?’, bem poderiam responder: ‘Acabamos de vender a nossa alma ao demônio e de crucificar Nosso Senhor. Estamos no caminho do inferno’”. Depois de muita insistência, em Ars o domingo tornou-se verdadeiramente o Dia do Senhor.

Combate aos bailes durante 25 anos Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.

O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). As moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja jamais tolerou decotes ou braços nus.

Ars transformada pelo santo

Seu corpo incorrupto no altar da Igreja.
Um sacerdote santo torna piedosos seus paroquianos. Assim, apenas três anos e meio depois de sua chegada, o santo Cura já podia escrever: “Encontro-me numa paróquia de muito fervor religioso e que serve a Deus de todo o seu coração”. Em 1827 (seis anos depois), exclamava entusiasmado do púlpito: “Meus irmãos, Ars não é mais a mesma! Tenho confessado e pregado em missões e jubileus. Nada encontrei como aqui”.

É que, ao mesmo tempo em que reprimia os abusos, semeava também a boa semente. E ele aspirava, para seus paroquianos, ao ideal de perfeição do qual os cria capazes. Recomendava-lhes que rezassem antes e depois das refeições, recitassem o Ângelus três vezes ao dia onde quer que estivessem; e que, ao levantar e deitar, fizessem a oração da manhã e a da noite. Esta passou a ser feita também em comum na igreja ao toque do sino. Os que ficavam em casa ajoelhavam-se diante de algum quadro ou imagem religiosa, ali fazendo suas orações.

Com o tempo passou-se a dizer que em Ars o respeito humano fora invertido: tinha-se vergonha de não fazer o bem e de não praticar a Religião. O que é um auge de vitória da Igreja! Ars tornou-se também um centro de piedade e religiosidade.

Por isso, os peregrinos admiravam nas ruas da cidade a serenidade de certos semblantes, reflexo da paz perfeita de almas que vivem constantemente unidas a Deus.

Vianney não era só pastor das almas de Ars. Deus quis que o pobre Cura fosse o Apóstolo universal do século. A santidade do santo Vianney atraía as almas que nas suas necessidades o procuravam, para a ele se confessar e dele receber conselhos e conforto. Esta afluência durou trinta anos, e só por uma intervenção sobrenatural pode ser explicada. As peregrinações a Ars começaram em 1826. De 1835 em diante, o número anual de peregrinos que procuravam o Cura d’Ars, excedia a 80.000. Eram leigos e sacerdotes, bispos e cardeais, sábios e ignorantes, que vinham ajoelhar-se-lhes aos pés. Em 1843, recebeu um coadjutor, e os missionários diocesanos vinham de vez em quando lhe prestar serviços também. Inúmeros eram os milagres que se operaram na humilde casa do Cura d’Ars. Tão numerosas eram as curas, devidas à intervenção de Vianney, que alguém um dia lhe disse: “Senhor Cura, basta que digais apenas: quero que estejas curado e a cura está feita”. Vianney ouvia os doentes em confissão e dirigia-os à capela de Santa Filomena. Era lá que os milagres se efetuavam. Só Deus sabe quantas conversões se realizaram em Ars, quantas almas lá encontraram a paz desejada.

Vianney morreu a 4 de agosto de 1859, mas a sua memória ainda está viva e glorioso se lhe tornou o túmulo. Declarado “venerável” por Pio IX, em 1925 lhe foi conferida a honra dos altares, pela solene canonização proferida pelo Papa Pio XI.  

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Fonte: Catolicismo e Pale Ideas

sábado, 6 de agosto de 2016

Gabriel Garcia Moreno, exemplo de homem católico. Dios no muere!



Houve uma aparição de Nossa Senhora a Madre Mariana, onde revelou sobre um político honesto que mudou o Equador na sua época. Trata-se de Gabriel Garcia Moreno (1821-1875).

Hoje 6 de agosto, 141 anos de sua morte.

Dia 16 de Janeiro de 1599, Nossa Senhora apareceu em Quito, capital equatoriana, e dentre outras coisas, disse:

“No século XIX haverá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter, a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu convento. Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão aziagos para a Igreja"

As palavras da Virgem, reconhecidas pela Igreja, começaram a se cumprir em 1861, quando assumiu o poder Gabriel Garcia Moreno. Homem piedoso, inteligente e corajoso que correspondeu da melhor maneira possível com os seus deveres de estado.

Antes de assumir o poder, Moreno protagonizou corajosos enfrentamentos a governos ditatoriais, como por exemplo, o de Urbina (1856). Formador de opinião, usava de seu jornal para condenar abertamente os desmandos governamentais e principalmente a perseguição católica. Certa vez, sob o governo de Urbina, os jesuítas foram obrigados a deixar o país. Na solenidade de despedida, Moreno se aproximou do superior da, então, pia congregação e disse: “

– “Dentro de dez anos os senhores estarão de volta, e então nós cantaremos juntos o “Te Deum” na Catedral”.

Sua coragem lhe rendeu severas sanções, entre elas a de ser exilado na França. Nestas idas e vindas, Moreno melhorou consideravelmente sua vida espiritual e Deus foi lhe preparando para catolizar o país sulamericano. Alcançou o senado e logo depois, em uma revolta popular, assumiu o Equador. Antes, como senador, fez projetos de leis pedindo a extinção da maçonaria, sociedade secreta que defende princípios incompatíveis com uma nação católica.

Moreno, presidente, não se preocupava só com as questões materiais. Tal como pede a doutrina social da Igreja, este primava pela moralidade da nação e as consequências disto era uma República ordenada e avançada em todos os aspectos. Um dos atos de moralização foi a convocação dos redentoristas para uma grande Missão em todo Equador. Tempos depois deste pio empreendimento, as catedrais viviam lotadas, as procissões enchiam avenidas e os confessionários tinham grande movimento. Certa vez ,ele foi visto no final de uma grande fila de confessionário, mesmo sendo presidente da república. Questionado pelo sacerdote, refutou: “ Preciso dar exemplo para o meu povo”.

Como o ordenamento jurídico não permitia reeleição, ele ficou um período fora, porém, com grande aclamação popular, retornou em 1870. Os historiadores, inclusive ateus, afirmam que o crescimento do país foi gigantesco em seu governo. Foram construídas várias ferrovias, instituídas várias escolas e a população indígena teve especial proteção. Cumpria-se ali, a promessa divina que diz “ Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

A profecia da Virgem Maria continuou a se cumprir quando o presidente ordenou, por força de lei escrita a ouro, a consagração do Equador ao Sagrado Coração de Jesus. Os bispos equatoriano responderam prontamente e o ato se deu solenemente, com grande comoção popular.

Gabriel Garcia Moreno certa vez, incomodado com as palavras de um sacerdote, que havia dito que os governantes modernos não queriam carregar a cruz de Cristo, resolveu participar de uma longa procissão. Nesta procissão, ele fez questão de carregar a cruz, e sua eloquência era tão sobrenatural, que mesmo com uma chaga abertas nos ombros, ele foi até o fim.

Esta iniciativa do santo presidente foi o apse para a maçonaria que decretou a sua morte, confirmando a intenção em várias revistas e jornais maçônicos. No dia 6 de Agosto de 1874, numa primeira sexta do mês, Moreno foi a Missa pela manhã e após o almoço saiu para trabalhar. No caminho para o palácio, parou na Igreja de São Domingos para fazer alguns minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento exposto. Quando saia da Igreja, foi cercado por um grupo de homens, onde um deles, lhe deferiu um golpe de machado na cabeça . Este foi arrastado para a praça pública, e ali recebeu outras machadadas, sob xingamentos de seus algozes. Um deles gritou: “Morre, hipócrita! Morre infame! Jesuíta com casaca! Morre, tirano!”. Antes de expirar, escreveu no solo, com o próprio sangue: Dios no muere (Deus não morre). Após as saída dos algozes, alguns fiéis levaram o seu corpo para dentro da Igreja, e diante do Santíssimo, ele perdoou os assassinos, recebeu a unção dos enfermos e voou para o céu. Hoje, mais de duzentos anos depois, o seu coração permanece intacto (2ª foto).

Alguns escritos de Garcia Moreno, encontrados em sua Imitação de Cristo, que estava em seu bolso no dia de sua morte:

“Toda manhã, ao fazer minhas orações, pedirei especialmente pela virtude da humildade.

“Todo dia assistirei à Missa, direi o Rosário e lerei, além de um capítulo da Imitação, esta regra e as instruções anexas.

“Tomarei o cuidado de manter-me tanto quanto possível na presença de Deus, especialmente na conversação, para que não diga palavras inúteis. Oferecerei constantemente meu coração a Deus, principalmente antes de iniciar qualquer ação” [...].

“Em meus aposentos, nunca rezar sentado quando puder fazê-lo ajoelhado ou de pé. Praticar pequenos atos diários de humildade, como beijar o chão, por exemplo. Desejar todos os tipos de humilhação, e, ao mesmo tempo, fazer para que não os mereça. Regozijar quando minhas ações ou minha pessoa são abusadas e censuradas.

“Farei um exame particular duas vezes por dia em meu exercício de diferentes virtudes, e um exame geral toda noite. Confessar-me-ei semanalmente.”
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Fonte: Facebook Missão Cristo Rei

Transfiguração de Nosso Senhor

06 de agosto comemora-se a Festa da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus.

A Transfiguração de Jesus sobre um monte elevado, o Tabor, diante de três testemunhas escolhidas por ele: S. Pedro, S. Tiago e S. João, se situa no dia em que Pedro confessou diante dos Apóstolos que Jesus é o Cristo, “o Filho de Deus vivo”. Esta confissão cristã aparece também na exclamação do centurião diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39), pois principalmente no Mistério Pascal o cristão pode entender o pleno significado do título “Filho de Deus”.

A partir desta revelação de S. Pedro, inspirado pelo Pai, Jesus, diz S. Mateus, “começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse… que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (Mt 16,21). S. Pedro rechaça este anúncio, os demais também não o compreendem, mas Jesus mostra a eles que afastá-lo do cálice da Paixão, que ele deveria beber, era ser movido por Satanás.

O Evangelho segundo S. Lucas destaca a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos de sua missão: antes de o Pai dar testemunho dele por ocasião do Batismo e também antes da Transfiguração, e antes de realizar por sua Paixão o plano de amor do Pai.

O rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias aparecem, e é importante notar que o evangelista destaca sobre o que eles falavam: “de sua partida que iria se consumar em Jerusalém” (Lc 9,31). Uma nuvem os cobre e uma voz do céu diz: “Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o” (Lc 9,35). A nuvem e a luz são dois símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as manifestações de Deus (teofanias) do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo.

Na Transfiguração a Trindade inteira se manifesta: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem clara. E Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de S. Pedro. Mostra também que, para “entrar em sua glória” (Lc 24,26), deve passar pela Cruz em Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a Montanha; a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. Fica claro que a Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus.

A rica liturgia bizantina assim reza na festa da Transfiguração: “Vós vos transfigurastes na montanha e, porquanto eram capazes, vossos discípulos contemplaram vossa Glória, Cristo Deus, para que, quando vos vissem crucificado, compreendessem que vossa Paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que vós sois verdadeiramente a irradiação do Pai.”

No limiar da vida pública de Jesus temos o seu Batismo; no limiar da Páscoa, temos a sua Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus foi manifestado o mistério da primeira regeneração: o nosso Batismo; já a Transfiguração mostra a nossa própria ressurreição. Desde já participamos da Ressurreição do Senhor pelo Espírito Santo que age nos sacramentos da Igreja. A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, como disse S. Paulo, ” Ele vai transfigurar nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). Mas ela nos lembra também que com Jesus “é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22). Por isso, como Cristo, o cristão não deve temer o sofrimento. Unidos a Cristo pelo Batismo, já participamos realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2,6). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele cheios de glória” (Cl 3,3).

Santo Agostinho nos ensina que: “Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a Montanha. Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?” (Sermão 78,6).

Assim, pela Transfiguração Jesus preparou os discípulos para não se escandalizarem com a sua Paixão e morte na Cruz, o que para eles foi um trauma e um grande desafio; mostrou-lhes a Sua glória e divindade; e deu-lhes conhecer um antegozo do Céu. Mas para isso, como Ele, temos que passar pelas provações deste mundo.
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Fonte: aqui.
Observações: fiz alguns cortes e algumas "correções' do texto original.
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A Tradição é linda.

A Tradição é linda.

Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."