Translate

Procure no blog

quarta-feira, 20 de julho de 2016

São Jerônimo Emiliano, Confessor

São Jerônimo, protetor dos órfãos e jovens abandonados.
São Jerônimo nasceu em Veneza, no ano de 1486. Aos 15 anos tornou-se soldado e, aos 25, senador. Amante dos prazeres e das festas, Jerônimo Emiliani tinha 28 anos quando caiu prisioneiro de guerra de Luís XII. Na prisão começou a meditar sobre o sentido da vida. Depositando as cadeias sobre o altar de Nossa Senhora [?], Jerônimo mudou radicalmente de vida. Vendeu o que possuía e entregou tudo aos pobres e necessitados. Dedicou-se de corpo e alma aos órfãos, às viúvas e aos jovens entregues à prostituição. Fundou hospitais, orfanatos, asilos, escolas profissionalizantes para os meninos.

Vivia em companhia dos pobres, dos mendigos, dos injustiçados, de quem se tornou pai e defensor. Jerônimo pensou logo em fundar uma Congregação regular para dar mais estabilidade à sua obra. Escolheu para isso Somasca, região entre Milão e Bérgamo, para estabelecer a casa-mãe e o seminário. Daí veio o nome pelo qual ficaram conhecidos, Clérigos Regulares de Somasca.

O Santo escreveu os primeiros regulamentos para essa Congregação, a base dos quais era a santa pobreza, que deveria manifestar-se em todas as coisas, desde o hábito até o mobiliário da casa. Os alimentos mais requintados foram abolidos de sua mesa, devendo eles contentar-se com a comida comum dos camponeses. Durante as refeições haveria leitura espiritual. Observariam o silêncio e as mortificações da regra. Empregariam parte da noite em oração, e durante o dia, se não estivessem atendendo os órfãos ou os doentes, deveriam entreter-se com algum trabalho manual. A finalidade principal dos Clérigos Regulares era a instrução das crianças e de jovens eclesiásticos. Em Bérgamo, o Santo procurou também reconduzir para o bom caminho mulheres perdidas, que ele havia convertido. Obteve que fossem fechadas as casas que serviam para sua libertinagem. Aumentando o número das arrependidas, reuniu-as em uma casa especial, com uma regra de vida, para que perseverassem nos bons propósitos.

Sua Congregação foi aprovada como Ordem religiosa pelo Papa Paulo III, grande amigo de Jerónimo. Esse Pontífice, juntamente com São Caetano de Tienne, era um de seus mais ardorosos defensores e benfeitores. Vendo o bem que o Santo fazia, o Senado de Veneza ofereceu-lhe a direção do hospital dos incuráveis, que Jerónimo aceitou pela oportunidade que tinha de dar assistência a muitos doentes terminais. Quando via-se sem recursos materiais para acudir a tantas iniciativas, escolhia quatro de seus  pequenos órfãos com menos de oito anos de idade, portanto mais inocentes, para fazer ao Céu violência com suas orações [?]. Entrementes, a fama de santidade de Jerónimo atraía-lhe muitos doadores e novos membros para sua Congregação.

Uma terrível peste afligiu Bérgamo, fazendo inúmeras vítimas. Para lá correu o famoso Jerónimo Emiliani, com o mesmo ardor de sempre. Contraiu também a peste e viu que seus dias estavam contados. Alegre, repetia com São Paulo: “Quero a morte, para viver com Cristo”. Reuniu seus discípulos para os últimos conselhos. Os benditos nomes de Jesus e de Maria não lhe saíam dos lábios. São Jerônimo Emiliani morreu em Somasca, enquanto assistia aos doentes, no dia 8 de fevereiro de 1537. Foi canonizado em 1767. É o protetor dor órfãos e dos jovens abandonados.

***

Reflexão:

São Jerônimo, assim como Santo Agostinho, são exemplos de conversões tardias. Mas como é belo saber dessas histórias de conversão! Os dois não possuem em comum nessa história só a idade um pouco avançada, mas também vidas anteriores à conversão de muita diversão e prazeres mundanos e carnais. São Jerônimo precisou ser preso, ficar isolado e solitário para pensar no sentido da vida e resolver aceitar Cristo e praticar o Evangelho. E entregou toda sua vida a Nossa Senhora. Santo Agostinho contava com as fervorosas orações de sua mãe, Santa Mônica, mas também passou por momentos tortuosos até se dar a sua conversão. Então fica aqui a reflexão: Será que devemos esperar momentos de dificuldade e de solidão para nos convertermos? Muitas vezes pensamos que já estamos no caminho certo, mas pequenos prazeres da vida ainda nos chamam e tentam a pecar. Por esses tombos vemos que não estamos convertidos de alma, coração e razão, porque a conversão dever diária. A busca pelo Céu deve ser todos os dias, para que cada dia que passe essas quedas sejam menores, até chegar o momento de não cairmos mais. Então nos agarremos aos belíssimos exemplos desses dois santos para começarmos a nossa conversão hoje.

Salve Maria!
Viva Cristo Rei!
__________
Fonte: aqui.

[?] Esses trechos, para mim, estão meio confusos. Na primeira não entendi o que o texto quer dizer com : "Depositando as cadeias sobre o altar de Nossa Senhora". Talvez a fonte original tenha errado a digitação ou talvez tenha outro significado. Sobre cadeias, conheço quem as usa, como pulseira, como símbolo externo da consagração a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria G. Montfort. Quem entendeu o trecho, por favor, compartilhe. Já no segundo momento, quando diz que São Jerônimo escolhia seus órfãos mais novos (porque eram mais inocentes), para rezarem e "fazerem ao céu violência com suas orações", o termo violência parece um pouco grotesco para mim. Entendi que a oração de crianças mais puras e fervorosas possam obter do Céu uma resposta mais rápida de Deus, mas violência? Enfim, só não gostei do termo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro (a) leitor (a), este blog é católico. Não aceitaremos ofensas contra a Igreja Católica. Por favor, antes de comentar certifique-se se o que está prestes a escrever tem alguma significância perante as Leis da Igreja.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A Tradição é linda.

A Tradição é linda.

Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."