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quinta-feira, 14 de julho de 2016

São Boaventura, Bispo, Confessor e Doutor

Boaventura nasceu em 1218, em Bagnoreggio, no centro da Itália, com o nome de Giovanni Fidanza. Pertenceu à Ordem dos Frades Menores e foi cardeal de Albano.

Certa vez Boaventura, ao ficar muito doente, recebeu a cura por meio de uma oração feita por São Francisco de Assis, que percebendo a graça tomou-o nos braços e disse: “Ó, boa ventura!”

Entrou na Ordem Franciscana e pelo estudo e oração exerceu sua vocação franciscana e o Sacerdócio na santidade, ao ponto do seu mestre qualificá-lo assim: “Parece que o pecado original nele não achou lugar”.

São Boaventura, antes de se destacar como Santo bispo, já chamava - sem querer - a atenção pela sua cultura e ciência teológica; por isso, ao lado de Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, caracterizou o Século XIII como o tempo de sínteses teológicas.

Certa vez um frei lhe perguntou se poderia salvar-se, já que desconhecia a ciência teológica; a resposta do Santo não foi outra:

“Se Deus dá ao homem somente a graça de poder amá-lO, isso basta... Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais que um professor de teologia”.


O Doutor Seráfico assumiu muitas responsabilidades, tais como ministro geral da Ordem Franciscana e como bispo. Feito cardeal, teve então que aceitar a consagração episcopal que antes, por humildade, tinha recusado. Recebeu do Papa Gregório X a missão de preparar o Segundo Concílio de Lyon.

Morreu no dia 15 de julho de 1274 em Lyon, França, durante o Concílio, assistido pessoalmente pelo Papa. Foi enterrado na Igreja Franciscana de Lyon, com uma grande cerimônia. Duzentos anos depois foi canonizado pelo Papa Sixto IV em 14 de abril de 1482 e, posteriormente, declarado Doutor da Igreja, pelo Papa Sixto V, em 1588, com o título de Doutor Seráfico (Doctor Seraphicus).

A obra de Boaventura é extensa e compreende ensaios escolásticos, escritos espirituais, conferências e outros escritos menores. Também escreveu duas biografias de São Francisco.

Os ensaios escolásticos datam da época em que Boaventura foi professor em Paris, dos quais os mais importantes são os Comentários sobre os quatro livros das Sentenças (Commentarii in IV libros Sententiarum Petri Lombardi) e o comentário sobre o Evangelho de São Lucas. Também desta época datam as Questões sobre a perfeição evangélica (Quaestiones disputatae de perfectione evangelica), em que Boaventura defende o ideal de pobreza dos franciscanos contra os ataques de teólogos como Guilherme de St Amour.

Seus ensaios espirituais foram escritos a partir de 1257, após ter sido eleito ministro-geral da ordem franciscana. Data deste período a Itinerário da alma a Deus (“Itinerarium mentis in Deum”), uma de suas mais famosas obras, em que descreve seis estágios para que a alma chegue a Deus, utilizando Francisco de Assis como modelo de inspiração. Também desta época datam os tratados A árvore da vida (Lignum vitae) e A via tripla (De tripici via). Em 1260, o Capítulo (reunião) geral dos franciscanos de Narbona encomendou-lhe uma biografia oficial de São Francisco (Legenda maior); Boaventura também escreveu uma biografia mais curta do fundador da ordem (Legenda minor) para uso litúrgico.

As conferências (collationes) mais importantes são as Collationes de decem praeceptis, Collationes in Hexaemeron e Collationes de septem donis. Nestes textos, escritos na década de 1260, Boaventura ataca a doutrina dos averroístas, uma corrente teológica inspirada em Aristóteles e Averróes, afirmando que o erro destes pensadores está em usar a razão para julgar as verdades da fé.

A obra de Boaventura exerceu muita influência teológica e filosófica entre os franciscanos do século XIII até a época de João Duns Escoto (1266-1308). No século XVI, a obra de Boaventura foi alvo de um renovado interesse, particularmente pela Ordem dos Capuchinhos.


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Fonte: aqui.

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