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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Junho, mês do Sagrado Coração de Jesus


O mês de Junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. 


Único e inesgotável, o amor do Sagrado Coração a cada um de nós foi levado até extremos inimagináveis. Como não ter, em consequência, uma confiança absoluta na misericórdia divina, apesar de nossas misérias? Ou, talvez, até por causa delas?



A devoção ao Sagrado Coração tem as suas origens na devoção popular e, sem dúvida, é uma das piedades mais difundidas e mais amada pelos fiéis.

A expressão “Coração de Cristo” nos remete à totalidade de seu ser, Verbo encarnado para a salvação de toda a humanidade. Esta piedade popular tem a sua fundamentação na Sagrada Escritura. Jesus, em seu Evangelho, convida os discípulos a viverem em íntima comunhão com Ele, assumindo a sua palavra como modo de vida e revelando-se um mestre “manso e humilde de coração” [claro que Jesus é manso e humilde de  coração, mas claro, também, que não devemos esquecer que Ele é justo]

Esta expressão também nos remete ao momento da morte de Cristo, em que, do alto da Cruz, por uma lança o seu Divino Coração foi transpassado, de onde jorrou sangue e água, símbolo do nascimento da Igreja e de seus sacramentos, símbolo de nossa redenção. Na água está a nossa purificação e no sangue está a nossa salvação. Neste momento a esposa de Cristo, a Igreja, lava e alveja as suas roupas no sangue do Cordeiro.

O texto que narra Cristo mostrando o lado e as mãos aos discípulos e o convite a Tomé para estender a mão e tocar seu lado [cf. Jo 20, 24-29]  também faz parte da fundamentação desta devoção. Esses textos narram o convite que Cristo faz todos os dias a nós, o convite para participarmos de sua ressurreição, entrarmos em sua glória, tornando-nos parte integrante dela, testemunhando-a com nossas vidas e com nossas ações.

Coração nos lembra amor, e há no mundo algum outro coração que amou mais do que o Coração de Jesus? Amor verdadeiro, que só no seu coração encontramos. Todos os dias temos que pedir para que Cristo nos conceda a graça de termos os nossos corações semelhantes ao dEle, pois o seu coração é a fonte, o rio, o oceano de misericórdia, no qual somos mergulhados.

Às vezes, para nós, este Sagrado Coração se mostra um tanto radical, pedindo de nós um grande despojamento (cf. Mt 19,21) que nem sempre estamos prontos ou dispostos a aceitar. Como no caso do jovem que se encontra com Jesus e pede para que ele o diga o que deve fazer para ter a vida eterna. Não pronto para esta radicalidade, o jovem volta para casa entristecido. Atitude diferente têm inúmeras pessoas que, em determinado momento de sua vida, encontraram-se com este coração e não tiveram medo de dizer o seu sim e se lançar nele.

Celebrar o Sagrado Coração é lembrar que Cristo foi verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E, sendo homem, também teve os mesmos sentimentos que nós temos. Mas com uma diferença: seu coração sempre foi manso e humilde, por isso nunca maltratou ninguém. Sendo Deus, nunca julgou, mas sempre usou de misericórdia, compadeceu-se dos sofredores e humilhados e sempre prestou-lhes ajuda e consolo. E nós, como andam os nossos corações?

No dia seguinte, após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus [que nesse ano cai no dia 03/06, porque é sempre na primeira sexta-feira após Corpus Christi], celebramos a memória do Imaculado Coração de Maria. Não temos como falar do Filho sem falar da Mãe, não podemos celebrar o coração do Filho e não celebrar o coração da Mãe.

Essas duas celebrações estão ligadas mostrando-nos um sinal litúrgico da proximidade desses dois corações: o mistério do coração do Salvador se projeta e se reflete no coração da Mãe, que é também companheira e discípula. Se a solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra os mistérios pelos quais fomos salvos, fazer memória do Coração Imaculado é celebrar a participação da mãe na obra salvífica do Filho.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria difundiu-se bastante após as aparições em Fátima, onde ela nos pedia a oração e o jejum [e penitência] para que a guerra se findasse.

Durante todo este mês de junho, quando lembramos o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, possamos aprender deles o amor, a paciência e a graça de saber perdoar. Pois foi Ele mesmo que nos mandou amar uns aos outros como Ele amou. 

 ***

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1ª “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;
2ª “Eu darei aos devotos de Meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”; 

3ª “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”; 
4ª “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”;
6ª “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;
7ª “Os pecadores encontrarão, em meu Coração, fonte inesgotável de misericórdias”;
8ª “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”;
9ª “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;
10ª “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”; 
11ª “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;
12ª “A todos os que comunguem, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.


***

Em resposta às ofensas praticadas contra Nosso Senhor, o Papa Pio IX escreveu um Ato de Desagravo:


Ato de desagravo ao Sagrado Coração de Jesus



Oh! dulcíssimo Jesus, cujo imenso amor aos homens não tem recebido pagamento, dos ingratos, mais que esquecido, negligenciado e menosprezado!

Vede-nos prostrados ante vosso altar, para reparar, com especiais homenagens de honra, a frieza indigna dos homens e as injúrias com que, em todas partes, ferem vosso amantíssimo Coração.

Mas recordando que também nós algumas vez nos manchamos com tal indignidade da qual nos doemos agora vivamente, desejamos, acima de tudo, obter para nossas almas vossa divina misericórdia, dispostos a reparar, com voluntária expiação, não apenas nossos próprios pecados, mas sim também os daqueles que, separados do caminho da salvação e obstinados em sua infidelidade, ou não querem seguir-vos como um Pastor e Guia, ou, pisando as promessas do Batismo, tem desprezado o suavíssimo jugo de vossa lei.

Nós queremos expiar tão abomináveis pecados, especialmente a imodéstia e a desonestidade da vida e dos vestidos, os inumeráveis ataques estendidos contra as almas inocentes, a profanação dos dias festivos, as imensas injúrias proferidas contra Vós e contra vossos Santos, os insultos dirigidos a vosso Vigário e a Ordem Sacerdotal, as negligências e horríveis sacrilégios com que é profanado o mesmo Sacramento do amor e, em fim, os públicos pecados das nações que opõem resistência aos direitos e ao magistério da Igreja única por Vós fundada.

Oxalá que nos fosse dado lavar tantos crimes com nosso próprio sangue!

Mas, entretanto, como reparação do honra divina ofendida, unindo com a expiação da Virgem vossa Mãe, dos Santos e das almas boas, Vos oferecemos a satisfação que Vós mesmo oferecestes um dia sobre a cruz ao Eterno Pai e que diariamente se renova em nossos altares, prometendo de todo coração que, em quanto nos seja possível e mediante o auxilio de vossa graça, repararemos os pecados próprios e alheios e a indiferença das almas ante vosso amor, opondo a firmeza na fé, a inocência da vida e a observância perfeita da lei, sobre tudo da caridade, enquanto nos esforçamos por impedir que sejais injuriado e por atrair a quantos possamos para que Vos sigam.

Oh! benigníssimo Jesus! Por intercessão da Santíssima Virgem Maria Reparadora, vos suplicamos que recebais este voluntário ato de reparação; concedei-nos que sejamos fiéis a vossos mandatos e a vosso serviço até a morte e dai-nos o dom da perseverança, com o qual cheguemos felizmente a glória, onde em união com Pai e com o Espírito Santo, viveis e reinais, pois sois Deus por todos os séculos dos séculos. 

Amém.

***




__________
Fontes: aqui e aqui.
[grifos meus]

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