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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Santa Joana d'Arc, Virgem e Mártir

Santa Joana d'Arc, com sua armadura de guerreira.
Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas.

Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância , depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.

A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão.
Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como "feiticeira, blasfema e herética". Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc, mártir da pátria e da fé.

***

[Reflexão minha] A história de Joana d'Arc me fez lembrar das feministas. Como em anos tão remotos, em 1412, uma mulher conseguiu realizar tantos feitos? Como uma camponesa conseguiu convencer um rei de suas visões? Como uma simples e reles mulher do campo conseguiu liderar todo um exército de centenas de milhares de homens, sem experiência alguma, durante um ano, e mesmo assim, obter vitória de uma guerra, e restabelecer a união da França? Eu lembrei das feministas porque as mesmas tem um discurso já decorado de que, atualmente, as mulheres só estudam porque muitas mulheres morreram queimadas, porque muitas mulheres queimaram seus sutiãs em protestos e que, por causa disso, as mulheres são livres. Como se a dignidade da mulher viesse a partir disso. Que grande bobagem! Basta olhar o exemplo de Joana e de inúmeras outras mulheres de destaque em tempos antiquíssimos, como Santa Hildegarda, Santa Teresa de Jesus, Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Catarina de Sena... a lista é grande. E nenhuma dessas precisou de feminismo, nem de queimarem sutiãs. A dignidade da mulher sempre foi pautada em sua essência. Por que nascem homens e por que nascem mulheres? Ora, algum propósito há nisso. Desde os primórdios dos tempos sabemos que um homem precisa se unir a mulher para gerarem filhos, que a mulher cuida da casa e dos filhos e o homem vai buscar o sustento e depois volta para o aconchego do lar, ao lado de sua mulher e filhos. Isso é desde os primórdios dos tempos e não tem feminista que mudará isso. 
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Fonte: aqui.

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