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terça-feira, 10 de maio de 2016

Regra de São Bento

A Regra de São Bento estabelece doze degraus:

1) "ter os olhos sempre baixos, manifestando humildade interior e exterior";

2) "falar pouco e sensatamente, em voz baixa";

3) "não ser de riso pronto e fácil";

4) "manter-se calado, enquanto não for interrogado";

5) "observar o que prescreve a regra comum do mosteiro";

6) "reconhecer-se e mostrar-se o mais indigno de todos";

7) "julgar-se, sinceramente, indigno e inútil em tudo";

8) "confessar os próprios pecados";

9) "por obediência, suportar, pacientemente, o que é duro e difícil";

10) "submeter-se, obedientemente, aos superiores";

11) "não se comprazer na vontade própria";

12) "temer a Deus e ter presente tudo o que ele mandou";

São Bento
A humildade está, essencialmente, no apetite, na medida em que alguém refreia os impulsos do seu ânimo, para que não busque, desordenadamente, as coisas grandes. Mas a regra da humildade está no conhecimento que impede que alguém se superestime. E o princípio e raiz dessas duas atitudes é a reverência que se presta a Deus. Por outro lado, da disposição interior do homem procedem alguns sinais exteriores de palavras, atos e gestos, que revelam o que está oculto no íntimo, como também ocorre com as outras virtudes, pois, "pelo semblante se reconhece o homem; pelo aspecto do rosto, a pessoa sensata" (Ecl XIX, 26), diz a Escritura. Por isso, nos alegados graus de humildade figura um que pertence à raiz dela, a saber, o décimo segundo: "temer a Deus e ter presente tudo o que nos mandou".

Mas nesses graus há também algo que pertence ao apetite, como o não buscar, desordenadamente, a própria superioridade, o que se dá de três modos. Primeiro, não seguindo a própria vontade (11º); depois, regulando-a pelo juízo do superior (10º) e, em terceiro lugar, não desistindo em face de situações duras e difíceis (9º).

Aparecem também graus relativos à estima em que alguém deve ter ao reconhecer os próprios defeitos. E isso de três modos: primeiro, reconhecendo e confessando os próprios defeitos (8º). Depois, em vista desses defeitos, julgando-se indigno de coisas maiores (7º). Em terceiro lugar, considerando os outros, sob esse aspecto, superiores a si (6º).

Finalmente, nessa enumeração já também graus relativos à manifestação externa. Um deles, quanto às ações, de modo que, em suas obras, não se afaste do caminho comum (5º). Outros dois referem-se às palavras, quer dizer, que não se fale fora do tempo (4º), nem se exceda no falar (2º). Por fim, há os graus ligados aos gestos exteriores, como , por exemplo, reprimir o olhar sobranceiro (1º) e coibir risadas e outras manifestações impróprias de alegria (3º)" (resp.).

Fonte: Santo Tomás de Aquino - (Suma Teológica, II-II, q.161, a.6)

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