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quinta-feira, 14 de abril de 2016

São Justino, Mártir

"Descobri que a única filosofia segura e útil era a de Cristo"

Justino veio de uma família não judaica de língua grega que vivia em Flávia Neápolis (Siquém) em Samaria, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Era de origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Escreveu sobre como procurou a verdade, dedicando-se a uma sucessão de escolas filosóficas: o estoicismo, o aristotelismo, pitagorismo e platonismo. Em toda sua busca, Justino não tinha se mostrado satisfeito, até que encontrou um homem idoso e misterioso que caminhava na praia em Éfeso que demonstrou algumas falhas no sistema platônico que adotava, além de ter-lhe falado sobre o Antigo Testamento, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, no Evangelho, abalando assim as suas convicções e depois o velho desapareceu misteriosamente. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. Os mártires impunham em Justino uma admiração muito grande, pois ele ficava encantado em como as pessoas eram capazes de morrer por Cristo, pois não negavam a sua fé. Em suas palavras, Justino atestou que seu “espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas e para aqueles que são amigos de Cristo” tomou conta do seu coração, e concluiu: “descobri que a única filosofia segura e útil” era a de Cristo. Isso aconteceu em cerca de 130 dC, quando foi batizado, na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela Verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos. Ainda vestindo sua roupagem filosófica, Justino dedicou sua vida a defesa do cristianismo contra seus adversários filosóficos. o ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia. Deixou muitos livros importantes, cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros abriram caminhos à polêmica anti-judaica na literatura cristã, além de fornecerem-nos importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva. Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também. Principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio. Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."