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domingo, 24 de abril de 2016

São Fiel de Sigmaringa

Fidélis ou Fiel era o nome religioso de Markus Rey (algumas fontes indicam Markus Roy ou Mark Roy). São Fiel ou Fidélis nasceu em 1577, no dia 1º de outubro, em Sigmaringa, na Alemanha. Filho do empresário estalajadeiro, mais tarde presidente da Câmara de Sigmaringen (Bürgermeister), Johannes Rey e de sua esposa Genoveva Rosenberger, oriunda de Tubinga. O seu avô paterno, Mathäus, era oriundo de Antuérpia, tendo-se fixado em Sigmaringen em 1529 como parte do séquito que vindo dos Países Baixos acompanhou o conde Carlos I de Hohenzollern (1512-1576) quando este veio tomar posse do governo do Condado de Zollern (mais tarde Hohenzollern-Sigmaringen). A família ganhou propriedades e prestígio na cidade, vivendo segundo as normas da pequena aristocracia urbana, o que explica a eleição de pai de Fidélis para o prestigioso cargo de Bürgermeister. Depois de ter feito estudos preparatórios na sua cidade natal de Sigmaringen, matriculou-se na Universidade de Fribourg, na Suíça, onde estudou Filosofia e Direito civil e Canônico vindo a formar-se em Direito no ano 1604. Formou-se então em Direito, tornando-se jurista e por vários anos exerceu o seu ofício em Colmar, na Alsácia. Católico fervoroso, assumia gratuitamente a defesa dos necessitados, sendo chamado de "o advogado dos pobres", porque prestava os seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar. Aos 34 anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Fribourg. Foi ordenado presbítero em 4 de Outubro de 1612, tornando-se afamado pregador. Enviado para a Suíça no contexto das lutas religiosas que se seguiram à Reforma Protestante e à expansão do calvinismo, foi eleito guardião do convento capuchinho de Weltkirchen, em Feldkirch (na atual Áustria), onde se notabilizou na luta contra o calvinismo, entregando-se fervorosamente ao apostolado católico num momento particularmente difícil da vida da Igreja Católica naquela região da Europa. Levou uma vida de oração e austeridade e impôs a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúnciaFace à expansão do calvinismo na região dos Grisões, no leste da Suíça, a Congregação para a Doutrina da Fé enviou Fidélis, juntamente com alguns frades auxiliares, com a missão de combater a heresia calvinista que assolava aquela região. A pedido de Gregório XV, foi enviado à Récia, na Suíça, a fim de combater os hereges, sendo notabilizado justamente por suas pregações anti-heresias. Acusado de espionagem ao serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte. No contexto da Guerra dos Trinta Anos, foi morto então pelos calvinistas (hereges) em 24 de abril de 1622, devido à sua pregação, razão pela qual é considerado mártir da Igreja Católica, que o canonizou. Sua morte foi violenta, com disparos de espingarda e depois teve o corpo esquartejado. Dizem que, ainda ferido pelas armas de fogo, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração: "Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem. Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me. Amem". A sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos, tendo contribuído para a pacificação da região. Passou a ser considerado como mártir do catolicismo e figura venerada entre os opositores ao calvinismo. A sua festa comemora-se em 24 de abril (mesma data de seu martírio). Foi canonizado pelo Papa Bento XIV em 29 de Junho de 1746. É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé.

Reflexão: Atualmente a igreja visível que vemos, a neo Igreja, que se autointitula Católica, criada prontamente após o ecumênico e famigerado Concílio Vaticano II, vive uma grande farsa e transforma os seus membros em zumbis cegos e obedientes. Fazem uma verdadeira lobotomia nos "fiéis", resultando na crença pelos mesmos de que são católicos. É uma triste e trágica realidade. Criaram uma nova religião, mas infelizmente a esmagadora maioria não se dá conta disso. Na verdade, não tem nem noção. Algumas pequenas e poucas almas dão-se conta disso, mas preferem obedecer cegamente essa neo igreja e ficar em cima do muro, serpenteando entre a verdade e a farsa/apostasia. E a raríssima minoria que com a Luz de Deus e graça de Nossa Senhora, dão-se conta do que existe atualmente e trataram de converterem-se a tempo. Lendo a história exemplar de São Fiel de Sigmaringa, observamos a grande diferença que existe atualmente e aquele tempo em que viveu São Fiel, no século XVI. Os papas daquela época, os sacerdotes, os frades, os monges, as freiras, até mesmo leigos, lutavam ferrenhamente para defender e proclamar a Verdade. Não tinham medo, não tinham receio, morriam por Deus. E hoje? Hoje vemos papas paz e amor, ripongas que querem viver bem com todos. Ripongas que querem conviver pacificamente com todas as seitas, que negam dogmas como extra ecclesiam nulla sallus. Podemos encontrar salvação fora da Igreja Católica? Não! Ai daquele que o negar! Ai daquele que nega o que Deus ordenou! São Fiel pregou categoricamente contra a heresia calvinista, e contra todos os reformista. Não estava preocupado em agradar os hereges. Pelo contrário, sua preocupação era agradar a Deus e tentar converter quem estava no erro. Isso é o que temos que fazer: pregar, defender e proclamar a Verdade, porque pessoas que guardam para si, não são nada mais nada menos que frouxos. Deixo aqui uma frase de São Pio V, que descreve exatamente isso: "Um cristão que conhece a Verdade e não a proclama e defende não é um cristão, é um miserável."

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."