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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Santo Apolônio, Mártir




Apolônio, senador romano, no tempo do imperador Cômodo (108), gozava de elevadíssima reputação na cidade dos Césares, devido à cultura intelectual, admirável eloqüência e finíssimo trato que o distinguiam. A leitura da Sagrada Escritura, a audição da palavra explicada e as conferências que teve com o Papa Eleutério, levaram-no a abandonar as superstições de uma religião falsa e pedir o santo batismo. Uma vez cristão, tornou-se instrumento valioso da propaganda da religião de Cristo entre os compatrícios. Pelo exemplo e a palavra conduziu muitos ao redil do divino Pastor. Se bem que Cômodo não perseguisse os cristãos, até lhes desse provas de simpatia, existia em vigor uma lei anterior, segundo a qual era condenado à morte o cristão que, acusado de professar a fé se negasse a abandoná-la. Um escravo incomodado pelo incremento que o catolicismo tomava, denunciou Apolônio. O juiz, Perenis, penalizado por ver arrastado ao tribunal membro tão distinto da sociedade, nem por isso podia deixar de convidar Apolônio a abjurar o cristianismo. Apolônio, por sua vez. aproveitou a ocasião, para proferir belíssima defesa de sua religião no fórum, mostrando à assembléia numerosíssima a falsidade do paganismo e a impiedade do culto idólatra. Suas palavras calaram profundamente nos espíritos dos assistentes, e ninguém teve um gesto de réplica. Perenis, porém, temendo qualquer reação ou protesto, se absolvesse o denunciado, propôs a Apolônio, renunciar por mera formalidade às doutrinas cristãs, garantindo-lhe toda a liberdade de consciência em tal assunto. Apolônio repeliu o conselho: Admiro-me — disse ao juiz — como, tendo ouvido minha argumentação irrefutável, ainda podes fazer-me tal insinuação. Sou cristão, não só de palavra, mas de fato, e maior desejo não nutro, a não ser este, de derramar o meu sangue em testemunho de minha fé". Ainda em termos eloquentes e persuasivos exortou ao juiz e aos senadores a aceitarem a religião cristã, única verdadeira e capaz de abrir as portas da eterna felicidade. Essas palavras foram ouvidas com grande comoção, mas caíram em terra dura. Perenis, tendo ouvido a opinião dos demais senadores, condenou Apolônio à pena de morte pela empada. Ao ouvir esta sentença, Apolônio deu graças a Deus em alta voz, confessando-se publicamente cristão, e que, como tal queria viver e morrer. Apelou ainda para todos, para que lhe seguissem o exemplo e tratassem da salvação da própria alma. A morte do Mártir ocorreu em 184.

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."