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sábado, 16 de abril de 2016

Santa Engrácia, Virgem e Mártir

Esta santa e mártir nasceu em Braga, Portugal. Morreu vítima da perseguição decretada pelo imperador Diocleciano em 303. Os cristãos haviam proliferado no Império Romano sob o amparo das leis no tempo de Galieno. Eles viviam no campo e nas cidades. Diocleciano havia conseguido a unidade territorial, política e administrativa do Império e almejava unificar também a religião; para isto a religião dos cristãos devia sucumbir. Ele assina quatro editos a respeito e elege cuidadosamente as pessoas que sejam capazes de fazê-los cumprir. Daciano foi escolhido para o território da Espanha, e exerceu seu poder com crueldade. O Martirológio Romano registra, em data moderna, no dia 16 de abril, três comemorações diferentes: 1º a dos santos que foram martirizados perto da cidade espanhola de Zaragoza durante a perseguição do imperador Diocleciano, Ottato com 17 companheiros, Lupércio, Sucesso, Marcial, Urbano, Júlia, Quintiliano, Públio, Frontone, Felice, Ceciliano, Evodio, Primitivo, Apodemio e quatro de nome Saturnino; 2º a virgem Engrácia; 3º Caio e Crescencio. Às vezes este grupo é definido como “Inumeráveis Mártires de Zaragoza”. O poeta Prudêncio (cerca 348-410), originário de Zaragoza, escreveu um hino dedicado aos mártires seus concidadãos, elencando todos e os seus respectivos nomes, mas sem especificar como foram mortos. O hino trata também de uma certa Santa Encratis, ou Engrácia, virgem que durante tal perseguição sofreu horríveis torturas, detalhadamente descritas pelo poeta. Este a define como “jovem corajosa” pelo modo como defendeu a própria fé, como sobreviveu às torturas, e descreve sua casa como o “santuário de uma mártir viva”, pois seu corpo chagado não se rende. Segundo a legenda, Engrácia era uma jovem e graciosa noiva que viajava desde Bracara Augusta (Braga atual), na Galecia, até Rosellón, na França, para reunir-se com seu amado. Dezoito cavaleiros da casa e família a acompanhavam e lhe fazem cortejo. Ao chegar a Zaragoza e ao inteirar-se das atrocidades que estava fazendo o prefeito romano, se apresenta espontaneamente diante de Daciano para lhe lançar em face sua crueldade, injustiça e insensatez com que tratava seus irmãos na Fé. Terminou martirizada, bem como todos os seus companheiros. Os historiadores acreditam que Engrácia sofreu a perseguição em uma época que sucedeu a Ottato e provavelmente tenha sido relativamente contemporânea de Prudêncio. O nome da santa, sem dúvida a mais famosa do grupo, é mencionado em várias formas diferentes e o seu culto se difundiu por toda a Espanha e nos Pirineus. Santo Ottato e os seus companheiros foram venerados em especial na igreja a eles dedicada. Por ocasião do Sínodo de Zaragoza, do ano de 592, o santuário dedicado à memória dos santos mártires foi consagrado e uma Missa própria foi redigida, conhecida como “Missa de Santa Engrácia ou dos 18 mártires”. 

O martírio: A multidão exclama: – "Ao fogo, ao fogo com a lusitana!!!" Daciano, o imperador, mandou-a reconduzir à prisão, dizendo que ele mesmo, escolheria os suplícios que ela devia sofrer. Engrácia, como o Divino Esposo, foi presa a uma coluna e cruelmente açoitada; em seguida amarrada a dois fogosos cavalos numa corrida vertiginosa,  que desconjuntaram e rasgaram o corpo da Santa Virgem; era "apenas" uma chaga, mas levaram-na ao cárcere ainda com vida. Nos seus lábios via-se um sorriso celestial, e quando piedosas mulheres entraram na prisão, acharam-na em extasies, voltando a si disse-lhes: – "Porque choram? Se é hoje o dia mais feliz da minha vida, o corpo sofre, mas a alma goza, porque tem o penhor da vida eterna. Ah! O Céu! Se soubésseis o que é o Céu!!!!" O Bispo indo visitá-la, quis dar-lhe ânimo com estas palavras: – "Feliz minha filha, derramastes o vosso sangue por Jesus Cristo." – Ainda não ­– respondeu ela. – O meu divino esposo disse-me que tenho martírios mais atrozes a sofrer, tenho almas a salvar e não há redenção sem sacrifícios. Daciano, instrumento do inferno, preparava novos suplícios: entraram no cárcere cinco algozes que mais uma vez quiseram obrigar Engrácia a sacrificar aos Deuses, mas inutilmente. Estenderam a Santa Mártir no chão, pés e mãos presos em argolas de ferro, metidas nas paredes, e arrancando-lhe o fato colado às chagas, rasgaram-lhe o corpo com pentes e unhas de ferro, tirando-lhe parte do fígado. Engrácia pronunciava os nomes de Jesus e Maria. Neste momento entra na prisão Daciano, enraivecido com a constância de Engrácia, exclama: – Por toda a parte os cristãos, como exterminá-los? Talvez os carcereiros o sejam também! – e vendo a Santa Virgem ainda com vida, tenta ele mesmo acaba-la pela última vez. Engrácia por sinais recusou; mandou ainda cortar‑lhe o peito do lado do coração, a mártir caiu para cima do algoz mas não morreu, Deus conservava-lhe a vida milagrosamente. Então, Daciano, cheio de terror e raiva disse: – É preciso acabar com a lusitana! – e mandou vir um prego e martelo, o fez entrar na testa de Engrácia que a seguir expirou! Querendo mais vítimas, mandou ali mesmo degolar Marcela, irmã do general romano, um triunfo de Engrácia que com o seu martírio tinha alcançado a Deus a conversão da jovem romana e de seu pai Oteomero, martirizado em Braga. Passava-se isto a 16 de Abril. Daciano convenceu-se que os cristãos se atemorizassem com os suplícios de Engrácia. Os mártires de Saragoça contam-se aos milhares. Os cristãos puderam enterrar o cadáver da Santa Mártir nas catacumbas, e nesse momento viram anjos revestidos de dalmáticas encarnadas, incensando com turíbulos de ouro; as catacumbas iluminaram-se maravilhosamente e coros angélicos entoaram cânticos harmoniosos. Passados dias, o general romano adoeceu gravemente e sentindo-se morrer, arrastou-se até ao túmulo de Engrácia e de Marcela. O Bispo Valero que vinha orar junto das Santas Mártires, reconheceu-o e vendo-o moribundo, perguntou-lhe: – Que queres? O batismo? – respondeu Endonte: – O sangue da minha irmã Marcela caiu nos meus olhos e a minha alma abriu-se à verdade. Depois de baptizado, voltando-se para o túmulo das Santas Virgens, exclamou: Elas me abriram o Céu! Meu Deus, que excesso de misericórdia e de amor. 

Etimologia: Engrácia, nome de origem cristã, do espanhol Engrancia, derivado do latim in gratia (Domini): “na graça do Senhor”.

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."