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quarta-feira, 16 de março de 2016

São João de Brébeuf e São Heriberto

Santo do dia -16 de março

São João de Brébeuf


São João de Brébeuf, foi sacerdote e mártir nascido a 25 de março de 1593, de boa família da Normandia (França). Aos 24 anos, ingressou na Companhia de Jesus e em 1625 partiu com um grupo de padres jesuítas para evangelizar as vastas regiões selvagens da América do Norte.
Impressionado pelo ardor e dedicação do jovem missionário, escreveu seu superior: "O Pe. Brébeuf é o homem escolhido por Deus para estas terras".
Muito se louva no Brasil - e com razão - o arrojo e tenacidade dos Bandeirantes em sua obra de desbravamento. Louvor maior merece a epopéia dos missionários. Sem outra arma que o Rosário, avançavam eles milhares de quilômetros pelas matas, a pé ou em precárias canoas indígenas.
Veja-se, por exemplo, a "viagem" do Pe. Bébreuf para chegar à região dos índios hurões, a cerca de quatro mil quilômetros de Québec, Canadá. O percurso é estafante. Após subir o grande Rio São Lourenço até Montreal, é preciso passar para o Rio Outaouais, a fim de evitar o território dos iroqueses, indígenas aliados aos holandeses, inimigos da Fé católica. Em cada correnteza, muito numerosas nesse rio, é preciso desembarcar e carregar tudo nas costas, inclusive as canoas.
Narra o santo missionário: "Cinquenta vezes ao dia, corremos risco de afundar ou de espatifar a canoa nos rochedos. Cada dia, precisamos transpor cinco ou seis quedas-d'água, sem ter, no final, outro reconforto do que um pouco de trigo esmagado entre duas pedras e cozido em água. Por leito, a terra, quando não rochas ásperas e irregulares",
Dedicação sem limites
Padre Brébeuf, homem forte e de grande estatura, estava sempre disposto às mais humildes e difíceis tarefas. Com muito bom humor, dizia de si mesmo ser um "boi de carga". Mas em seu diário ele anotou: "na verdade, às vezes eu estava tão exausto que o meu corpo já não podia carregar mais. Porém, ao mesmo tempo, minha alma enchia-se de felicidade, por estar sofrendo aquilo por Deus. Só mesmo quem já experimentou esse sentimento pode entender o que digo".
A exemplo de São Paulo, ele "fez-se tudo para todos!, entre os indígenas. "Procurem estar sempre alegres", recomendava seus companheiros de missão. E dava exemplo!
Alegria heróica, pois, nos primeiros sete anos de árduos trabalhos, os resultados foram desalentadores. Isto levou-o a escrever em seu diário: "Ó Senhor, se pelo menos Vós fosseis conhecido! Se pelo menos os índios se convertessem a Vós, e o pecado fosse abolido para sempre! Se pelo menos Vós fosseis amados! Sim, amado Senhor, se todas as torturas que os prisioneiros nestas terras suportaram, se toda a inflexível intensidade de seus sofrimentos tivessem que ser o meu destino, eu me ofereceria a Vós para isto, de todo o meu coração".
Martírio de São João de Brébeuf e São Gabriel de Lalemant

Oferecimento aceito, martírio consumado
Este generoso oferecimento foi aceito por inteiro.
Em março de 1649, cerca de mil iroqueses, armados de arcabuzes fornecidos pelos holandeses, invadiram o aldeamento da missão, e levaram cativos os poucos missionários e índios hurões que escaparam ao massacre.
Escaparam ao massacre.... para sofrer algo incomparavelmente pior. No mesmo dia começaram as torturas, nas quais eram mestres sesses selvagens. Primeiro, queimaram os missionários com tições e com machados em brasa. Depois escalpelaram cada um deles (arrancaram o couro do crânio) e derramaram sobre a cabeça água fervente, zombando do santo Batismo. Não param aí. Cortavam-lhes pedaços de carne, que eram assados e comidos em sua presença.
No meio de todos esses tormentos, a grande preocupação do Pe. Brébeuf era sustentar na Fé os índios por ele convertidos: "Meus filhos, lembrai-vos de que Deus é testemunha de nossos sofrimentos e será em breve nossa grande recompensa. Suportai com coragem os poucos sofrimentos que nos faltam. Eles acabarão com nossa vida, e nos darão a glória sem fim!"
Quanto tempo pode um homem resistir a tais torturas?
São João de Bébreuf espantou seus próprios carrascos, sofrendo "como um rochedo" durante três horas. Teria resistido ainda mais, se os ferozes selvagens não lhe tivessem arrancado o coração ainda palpitante de vida.
Qual a utilidade desse sangue?
Triunfou, com isso, a heresia e a impiedade?
De modo algum! Pelo contrário, triunfou o Pe. Brébeuf. Ele ofereceu sua vida com o objetivo de, em união com o Preciosíssimo Sangue de jesus, conquistar almas para a Santa Igreja. Maria, Medianeira de todas as Graças, recolhe e apresenta a seu Divino Filho os tormentos de todos os mártires, para obter graças que fecundem a obra evangelização no mundo inteiro. O sangue dos mártires será sempre semente de novos cristãos.
Os inimigos da Fé, apesar de toda sua malícia, não conseguiram fazer outra coisa senão realizar o desejo de São João de Brébeuf, que escrevera em seu diário: "Eu sinto um enorme desejo de sofrer algo por Cristo".
Que ele nos ajude a imitá-lo, dando testemunho de nossa Fé em todos os momentos da vida quotidiana.

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São Heriberto, Bispo e Confessor



Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a história que, no dia em que nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que caminhou reto para o caminho da santidade.

Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.

Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.

Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu, Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.

Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.

Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.

Relicário com restos mortais de S. Heriberto, em Colônia.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Carlos Garnier, Taciano e Antônio Daniel.




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