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quarta-feira, 30 de março de 2016

São João Clímaco, Abade


João nasceu na região da Síria, por volta do ano 579. Era um jovem extremamente inteligente e muito devoto dos assuntos celestes. Também tinha uma grande formação literária. Decidiu seguir a Cristo numa tenra idade da adolescência, aos dezesseis anos. Resolveu largar tudo e seguir o caminho dos monges, partindo para o deserto. Um jovem que tinha um "futuro promissor", iria herdar uma fortuna e herdar uma posição social de destaque, mas preferiu renunciar a esse futuro e seguir uma vida de oração. Dessa maneira tornou-se discípulo e foi isolar-se num mosteiro renomado, localizado na região do Monte Sinai. Diariamente era jejum profundo, trabalho árduo e estudos.

No século IV, após as perseguições aos cristãos pelos romanos, vários mosteiros rudimentares foram criados nessa região do Monte Sinai, pois é um região considerada sagrada pelos cristãos, pois foi nesse monte, também denominado Horeb, que Moisés recebeu as Leis de Deus. Também nesse mesmo monte existe uma caverna, chamada Retiro de Elias, pois é o local onde Deus falou com o profeta, após este passar 40 dias no deserto. Ainda hoje existem mosteiros e capelas nessa região. E isso atrais todos os anos milhares de peregrinos para visitar esse local sagrado. Mas podemos destacar o maior monge do Monte Sinai: São João Clímaco. Os mosteiros criados nessa região eram famosos pelas suas bibliotecas com manuscritos preciosos e também pela hospitalidade que davam aos peregrinos.



João só saia do mosteiro para colher frutas e raízes. Ele não comia mais carne nem vermelha e nem branca e só saia de sua cela para receber a Eucaristia, aos domingos. Mesmo vivendo em isolação, sua fama se espalhou e todos os monges dos mosteiros ao redor iam procura-lo e logo em seguida os  peregrinos também começaram a ir para tentar aprender a como viver uma vida de oração, e até mesmo para receber a benção do monge, pois já em vida teve fama de santo. Aos 60 anos foi escolhido com unanimidade a abade de todos os eremitas da região do Monte Sinai.Uma pessoa sábia é procurada naturalmente em uma sociedade minimamente sadia, pois todos reconhecem a sua importância e a superioridade de seu ofício entre todos os demais. Movido pela caridade, então, João passava aquilo que tinha aprendido do próprio Deus aos seus próximos.

Seu nome Clímaco deriva da palavra grega Κλίμαξ, que quer dizer Clímax. Foi justamente por insistência de um irmão vizinho do mosteiro de Raito que nasceu a sua "Escada do Paraíso", sendo essa a sua principal obra, muito apreciada até nos dias atuais. Nessa obra, o santo compara o progresso na vida espiritual a uma escada, com três partes: a primeira diz respeito ao abandono do mundo, a fim de voltar ao estado da infância evangélica; a segunda é um importante subsídio para o reconhecimento e a cura das doenças espirituais; a terceira, por sua vez, é propriamente o caminho dos perfeitos.

Em toda a obra de João Clímaco, porém, o seu foco não é outro senão o amor, como ele próprio revela, ao associar o combate espiritual à figura do "fogo" e concluir o seu tratado com as palavras de São Paulo: "Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior delas é a caridade" ( 1 Cor 13, 13). A metáfora da escada para a vida espiritual é muito conveniente e encontra amparo nas próprias Sagradas Escrituras (cf. Gn 28, 11-19). Pode, porém, passar a falsa impressão de algo fatigante e cansativo e uma imagem de autossuficiência – como se fosse possível alguém ascender a Deus pelas próprias forças.

Entretanto, se é verdade que "é necessário passar por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus" ( At 14, 22), a "escada do Paraíso", antes de ser subida pelos homens, foi descida pelo próprio Deus. Foi o Senhor quem se inclinou ao homem e inclinou a escada dos céus, para que ele a pudesse subir mais facilmente – Ele, que "humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de Cruz" (Fl 2, 8). De fato, antes que o homem desse o primeiro passo em direção ao Altíssimo, Ele mesmo saiu dos altos céus e veio em seu auxílio, com a Sua graça. Por isso, a resposta do homem a essa misericórdia de Deus só pode ser o amor – o amor de quem sobe uma escada firmando os "braços cansados" e "os joelhos vacilantes" (Is 35, 3), com o coração ansioso em contemplar o Senhor e possui-Lo plenamente na eternidade.

Então com todas esses exemplos extraídos da vida de São João Clímaco, que possamos nos assemelhar nele.

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