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sexta-feira, 18 de março de 2016

São Cirilo de Jerusalém, Bispo, Confessor e Doutor

Santo do dia - 18 de março


Numa época em que sobressaiam-se heresias, como as arianas e as nestorianas, que causaram profundas divisões na Igreja, nasceu São Cirilo de Jerusalém no ano de 315, provavelmente em Jerusalém, ou em alguma cidade próxima. Seus pais eram cristãos e também eram bem situados financeiramente. Desde pequeno já foi educado na Fé Católica, embora algumas referências mostrem que ele também foi educado com base em ensinamentos pagãos. Mas o que importa é que Cirilo manteve-se firme na fé católica e preparado sob as Sagradas Escrituras. Tanto é que foi ordenado sacerdote em 345 e três anos mais tarde, em 348 foi sagrado Bispo de Jerusalém. Durante o seu episcopado observa-se a característica de ensinar o Evangelho como poucos. Era afável, gentil e muito preparado para catequizar os catecúmenos, de forma que se tornava fácil a conversão dos adultos. Durante esse período de intensa catequese, escreveu sua grande obra, chamada "Aulas Catequéticas", e também doze discursos catequéticos, um sermão, carta ao Imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram dedicados à exposição geral da Doutrina e cinco eram dedicados aos ritos Sacramentais da Iniciação Cristã. Assim, seus escritos explicam detalhadamente os "como" e os "porquês" de cada oração, do Batismo, da Crisma, da Penitência, dos sacramentos e dos mistérios do Cristianismo, ditos dogmas da Igreja. Desde o início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era manso e suave, sempre preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer com os arianos e semi-arianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina ortodoxa da Igreja no III Concílio ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa oportunidade teve em seu favor a eloquência das vozes dos sinceros bispos e amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram "valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião". Cirilo também soube viver a religião na prática. Numa época de grande carestia, por exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. Assim mostrava sua postura de fé com obra de caridade. Mas como bom cristão, também sofreu seu calvário durante o seu episcopado. Durante o seu apostolado, Cirilo foi exilado três vezes. Dos trinta e cinco anos em que foi bispo, dezesseis passou em exílio. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influência na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirilo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos os Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira foi a mais longa, porque o imperador Valente, este herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378. Cirilo morreu no ano de 386 e sua canonização demorou porque durante muito tempo houve uma tendência a qualificar suas obras como "vacilantes", como dizem os registros. Mas em 1882, o Papa Leão XIII, na solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com os títulos de Doutor da Igreja e Príncipe dos Catequistas Católicos.

Confira imagens de São Cirilo de Jerusalém no blog Sacra Galeria, clicando aqui.

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