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segunda-feira, 21 de março de 2016

São Bento, Abade

Santo do dia - 21 de março





A vida de São Bento foi biografada através de papa e seu contemporâneo São Gregório Magno. Na biografia não há relatos de data de nascimento e nem de morte, em relação a isso temos os relatos da tradição cristã. São Bento nasceu em Núrcia (província de Perugia), próxima a Roma, no ano de 480, numa família nobre por nome Anícia. Tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, que também é uma santa e fundadora.. Ao completar idade de início de estudo, sua família o encaminhou para  Roma, para dar início aos estudos em retórica e filosofia, num período conhecido como a decadência do Império Romano. Tal decadência, podemos compreender por queda da moral e espiritual, além da política. São Bento então não se agradava da vida mundana, superficial e sem sentido dos romanos, por isso, resolveu isolar-se, retirando-se para uma área tranquila e bucólica, para poder fazer meditações, estudar o cristianismo e os estudos da Bíblia. Ele permaneceu na área de Enfide, hoje conhecida como Affile. Levava então uma vida reclusa. Apesar de viver sozinho e em constante meditação, não estava satisfeito, partindo em busca de novos rumos, encontrou no monte Subiaco, uma gruta, onde também vivia isolado e em oração constante. Lá vivia sob as ordens de um velho monge, chamado Romano. Viveu aí por tres anos, em profunda oração, penitência e sempre estudando muito. Depois agregou-se aos monges de Vicovaro, que em pouco tempo elegeram São Bento como seu prior. Mas São Bento tinha uma disciplina tão rígida e dura, que os monges indolentes não conseguiam seguir, e acabaram por tentar envenená-lo. Segundo seu biógrafo São Gregório Magno, São Bento só escapou porque antes de tomar a bebida envenenada, ele benzeu o cálice, e este acabou por quebrar-se antes do santo tomar a bebida. Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro. Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante. As regras rígidas não poderiam ser mais simples: "Ora e Trabalha". Acrescentando-se a esse lema "leia", pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador". A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

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"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."

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