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domingo, 17 de dezembro de 2017

São João De Matha, Fundador da Ordem Trinitária

São João De Matha usando o hábito dos Trinitários. A Cruz é formada por um traço vertical vermelho que representa o Espírito Santo e outro horizontal azul que representa o Filho. O fundo branco representa Deus.

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Hoje, 17 de Dezembro, comemora-se a festa de São João De Matha, fundador da Ordem dos Trinitários, junto com seu grande amigo São Félix de Valois.

Eu quis pesquisar e compartilhar com os leitores sobre esse santo porque muito me cativou sua história, junto com a de São Felix, e também a história impressionante da criação da Ordem dos Trinitários. Tem todo um contexto histórico.

Resumidamente a Ordem dos Trinitários foi fundada para salvar cristãos que eram capturados e escravizados por mouros (muçulmanos), durante as Cruzadas. Conta-se que muitos mouros foram convertidos pelas prédicas dos Santos fundadores. A ordem foi aprovada em 1198 pelo Papa Inocêncio III.

Nesses tempos hodiernos, onde vemos absurdamente a islamização de várias nações que outrora foram gloriosamente cristãs, é muito válido invocar a proteção destes dois santos: João De Matha e Félix de Valois. Precisamos restaurar todas as coisas em Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Façamos a nossa parte no que nos for possível. 

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A história de São João De Matha

Os documentos do século XII o chamam “João de Provença”. Nasceu no povoado de Faucon (Barcelonette), no Sul da França, em 1154. Pertenceu à nobre família “De Matha” e foi educado conforme as exigências de sua categoria.

Aos 14 anos foi enviado a Paris, principal centro da vida política, religiosa e cultural de seu tempo. Ali se matriculou como aluno da Escola da catedral de Nossa Senhora de Paris. Entre seus mestres encontramos o famoso Prevostino.

Conseguiu o título de “Mestre em Teologia”. “Buscava incessantemente a vontade de Deus”. Não se realizava lecionando. Para ele, a Teologia era vida e compromisso. Estando nesta busca, descobriu o chamado do Senhor que o convidava a dedicar toda sua vida ao serviço dos irmãos mais necessitados.

Decidiu se tornar sacerdote. Comunicou sua decisão ao bispo de Paris, Maurício de Sully. Conhecendo a qualidade espiritual de João de Matha, o prelado consentiu imediatamente ao seu desejo. No dia 28 de janeiro de 1193, celebrou sua primeira Missa, na qual estiveram presentes o bispo de Paris, o abade de São Vítor e seu Mestre Prevostino.

Aquele seria o encontro com Deus que transformaria sua vida. No momento da consagração, tendo suplicado ao Senhor que lhe manifestasse a ordem religiosa que deveria abraçar, “viu a Majestade de Deus e a Cristo que sustentava com suas mãos dois cativos acorrentados pelos pés. O da esquerda era negro e deforme, e o da direita branco e pálido. Este era cristão e aquele outro muçulmano”. Era a resposta do Senhor.

Desde aquele momento, sua vida futura se tornou completamente entregue ao serviço do resgate de cativos e às obras de misericórdia em favor dos menos favorecidos, para a glória da Santa Trindade.

João de Matha se perguntava: Como realizar este projeto?

Retirou-se, então, ao silêncio de Cerfroid, a uns 70 quilômetros de Paris, para, com a ajuda dos santos eremitas que residiam naquele lugar, à frente dos quais estava São Félix de Valois, recolher o espírito e elaborar um plano de ação. Esses eremitas acolheram com entusiasmo seu projeto e, para colaborarem com ele, ofereceram-se a si mesmos e seus bens. Sua experiência fundacional durou quatro anos. Deixou expresso o fruto deste tempo de deserto na Regra que submeterá ao parecer e à aprovação da Igreja. Estamos já em 1198. O grande pontífice que governava a Igreja neste período era Inocêncio III. Este papa foi considerado eminente por sua inteligência, versado no Direito e na Lei do Senhor. Procedia com reta consciência em seu cargo.

João de Matha, acompanhado pelo seu companheiro e principal colaborador São Félix de Valois, se dirigiu a Roma. Encontraram a Inocêncio III no Palácio do Latrão. Expuseram-lhe seu projeto e pediram-lhe sua aprovação e proteção. O papa muito bem conhecia a condição dos cativos cristãos: sofrimentos sem fim, perigo de perder sua fé, ausência de suas famílias... A iniciativa de João e Félix lhe agradou, mas sua prudência lhe indicava que deveria buscar mais informações na igreja local de onde procediam os dois Fundadores. Era o mês de maio de 1198.

Retornaram a Cerfroid com as ordens do Santo Padre. Recolheram todas as informações requeridas. No mês de dezembro do mesmo ano, voltaram a Roma. Agora o papa aprovará definitivamente a nova Ordem com a bula Operante divinae dispositionis, de 17 de dezembro de 1198.

A partir de agora, inicia para João de Matha uma nova etapa de atividade fundadora, redentora e caritativa. Começará pelo Sul da França, passará logo à Espanha, ao Marrocos, e por fim a Roma, onde servirão aos pobres e enfermos no hospital de São Tomé in Formis, no monte Célio. Passará os últimos quatro anos de sua vida em Roma, desde o ano 1209 até 1213.

A primeira redenção se realizou em 1199. Foi com cartas de recomendação de Inocêncio III. Apresentou-se, em plano de paz, diante de Miramamolín, sultão do Marrocos. Conseguiu resgatar cem cativos cristãos.

Em Roma, sobre a entrada principal do hospital fez que se representasse, num mosaico artístico, a revelação que transformou sua vida e que inspirou a vida de seus filhos e filhas: o brasão da Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos.

Em 17 de dezembro de 1213, entregou sua formosa alma ao Senhor. Até hoje, todos os dias 17 de dezembro, seus filhos e filhas celebram a sua glória.

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Oração a São João De Matha:

Ó glorioso Patriarca São João de Matha, enquanto bendizemos o Senhor que tanto vos preferiu e glorificou, veneramos em vós o servo humilde e fiel colocado por Ele em seu candelabro para iluminar o mundo com a vossa sublime doutrina e ardentíssima caridade, e que escolhido a ser o fundador da bendita Ordem da Santíssima Trindade pela redenção dos cativos, fecundastes a Igreja de novos filhos e filhas, oferecendo, assim, inúmeros benfeitores à humanidade sofredora e numerosos cidadãos ao céu. Nós rendemos graças ao Altíssimo, que vos recompensou generosamente ornando-vos de imensa glória no céu e, ao mesmo tempo, pedimos que, pelos vossos méritos e mediante a vossa poderosa intercessão, nos conceda a graça de imitar-vos naquelas virtudes que vos tornaram admirável aos anjos e aos homens. Olhai, ó grande Santo, para nós, vossos filhos e devotos, e concedei-nos viva fé, firme esperança e ardente amor para com Deus, para que, fiéis como vós em servi-lo e amá-lo aqui na terra, possamos convosco gozá-lo eternamente no santo paraíso. Amém.

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Todos os Santos da Ordem Seráfica


Dia 29 de novembro comemora-se todos os santos da ordem seráfica.



A Ordem Seráfica foi em todos os tempos lugar de santidade: esta é a razão de sua vitalidade espiritual que faz com que ela floresça. Seus filhos Santos, quer na primeira, segunda e terceira Ordem, pertencem a todas as classes sociais e de todos os povos.

Entre estes há mártires, médicos, padres, irmãos religiosos, leigos, virgens, santas mulheres ... Uma enorme multidão que se reuniu em torno do Poverello de Assis.

A Festa de Todos os Santos da Ordem Franciscana é comemorado neste dia, porque em 29 novembro de 1223, o papa Honório III confirmou solenemente a Regra de são Francisco, já verbalmente aprovada em 1209 pelo Papa Inocêncio III. A regra original é preservada entre as relíquias, na Basílica de São Francisco de Assis.

Na passagem para o Terceiro Milênio, a Ordem Franciscana contava com: Santos canonizados da primeira ordem, 110; Santas canonizadas da segunda ordem, 9; Santos e Santas canonizados da terceira ordem regular e secular, 53; Religiosos da primeira ordem beatificados, 161; Religiosas da segunda ordem beatificadas, 34; da terceira ordem regular e secular, 95 beatificados. Total de membros das ordens franciscanas canonizados e beatificados, no fim do milênio, 482.

E graças à vitalidade evangélica de Francisco, esta lista não para de crescer!

Aprendemos a preferir as coisas humildes


'Apologia pauperum' de São Boaventura.
(Cap. 3 , nn 8-10 -. Quaracchi , VIII , 246-247)

Nosso Salvador quando ele diz: 'Bem-aventurados os pobres em espírito' nos convida a perfeita renúncia das coisas temporais, então, quando ele diz: 'Bem-aventurados os mansos', exorta-nos a abnegação da vontade própria e da negação das atrações dos sentidos, nós tornar violento e descarado. Ele acrescentou: 'Bem-aventurados os que choram', nos encoraja a fugir para sempre os prazeres da carne, e, ainda, com as palavras: 'Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça' e 'Bem-aventurados os misericordiosos', quer a nossa alma aprende a resistência à direita, santo e dispostos da seguinte.

A estes acrescenta as bem-aventuranças: 'Bem-aventurados os puros de coração' e 'Bem-aventurados os que promovem a paz', o que nos chama mais elevada, a tomar medidas que dão clareza para a mente e trazer a paz ao coração, fazendo com que o sangue se torne compatível para a Jerusalém celeste, cujo nome significa 'visão de paz'. Finalmente, com as palavras: 'Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus' temos o círculo quase completo, de volta para o que havia dito no início: na verdade, esta bem-aventurança e estão resumidas a resumidos todos os outros.

Para confirmar isso, há o testemunho de Francisco, patriarca dos pobres, que no início da sua Regra propõe os três pilares da vida religiosa: 'A Regra dos Frades Menores é colocar em prática o Santo Evangelho de Jesus Cristo, vivendo em obediência, pobreza e castidade. E, em seguida, recomenda três outras coisas, de uma forma que complementar e suplementar o anterior: 'os frades devem desejar mais do que qualquer coisa para possuir o espírito do Senhor e de agir de acordo com a Sua santa vontade, que deve ser capaz de orar a Deus com um coração puro e possuir a humildade e a paciência nas aflições e doenças, o que deve ter um carinho especial por aqueles que nos perseguem, nos desprezam e nos insultam'.

Com esta admoestação, Francisco propõe em primeiro lugar a elevação de todo o ato em Deus, então recomenda a aceitação alegre de todas as tribulações e a caridade requintado e prático para com o próximo.

Foi algo digno de que Cristo, na visão seráfica, imprimisse seus estigmas, como um selo de autenticidade e de confirmação, carne santa deste pobre homem, que observou e ensinado na perfeição evangélica mais genuíno, de modo que na neblina perigoso dos últimos tempos, desde que haja um sinal claro de que iluminar o caminho da perfeição. Desde que, no entanto, que nós aprendemos a não querer o que dá honra e prestígio, mas a preferir coisas humilde e escondido.
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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Nossa Senhora de Walsingham

O santuário nacional de Nossa Senhora, para os ingleses, é o de Walsingham, ponto central da veneração de Maria Santíssima na Ilha. 

Sua história está intimamente ligada à da Igreja Católica na Inglaterra. 

O que deu origem ao título e à veneração de Nossa Senhora de Walsingham foi uma visão que teve Richeldis de Faverches. 

A esta senhora, apareceu a Mãe de Deus conduzindo-a em espírito a sua casinha de Nazaré, perto da qual lhe recomendou que tomasse as medidas exatas de sua casa, para que pudesse ser edificada em Walsingham uma casa semelhante. 

Mas só depois que a aparição se repetiu três vezes, Richeldis começou alegremente a dar cumprimento ao desejo de Nossa Senhora. 

Segundo John Belland, pesquisador do século XVI, esses acontecimentos se deram no ano de 1061.

O filho de Richeldis, Geoffrey de Faverches, deixou como seu substituto, antes de sua peregrinação à Terra Santa, o capelão Edvoy, dando-lhe a incumbência de erigir um convento em suas terras e confiar a “Santa Casa” à proteção de uma ordem
religiosa. A essa ordem seria também conferido o padroado da igreja de Todos os Santos.

Essas incumbências foram ratificadas por Richard de Clare, duque de Gloucester, sucessor de Geoffrey. De 1146 a 1174, encarregaram-se do convento os cônegos agostinianos, que ficaram sendo também os guardas da “Santa Casa” até a destruição do convento e a proibição das peregrinações na Inglaterra.

Diz a tradição que, quando Richeldis tratou de começar a construção da “Santa Casa” viu, certa manhã, com espanto, olhando para um prado, dois pedações planos de terreno misteriosamente não atingidos pelo orvalho, e esses dois planos correspondiam exatamente às dimensões dos alicerces da casa de Nazaré que Richeldis havia medido em sua visão. 

Entretanto, quando ela fazia começar a construção num daqueles lugares assinalados, que ficavam na proximidade de duas fontes, sobrevinham singulares acontecimentos que estorvavam ou retardavam os trabalhos iniciados. Tudo falhava, e ninguém mais acreditava que a capela fosse algum dia acabada.

Mas Richeldis voltou-se aflita para a Mãe de Deus, pedindo-lhe auxílio e proteção para sua obra, e eis que, na madrugada de uma noite de oração fervorosa e confiante, seu pedido é satisfeito de modo maravilhoso: Richeldis encontra o santuário (a “Santa Casa”) muito bem construído a 200 pés de distância do lugar em que tinham começado a construí-lo.

A esse grande milagre uniram-se muitas curas maravilhosas e o livramento dos mais variados perigos e necessidades.

A fama de Walsingham como lugar de graças extraordinárias espalhou-se rapidamente, e começaram a afluir peregrinos de toda parte. Ao longo das estradas por onde passavam as peregrinações, foram erigidas de espaço a espaço capelas e outros lugares de oração. Duas capelas ainda existem: uma fica em King’s Lynn e é denominada Capela de Nossa Senhora da Colina Vermelha. A outra, situada em Honghton-in-the-Dale, é dedicada a Santa Catarina de Alexandria e conhecida por “Capela dos chinelos”, porque aí os peregrinos
tiravam os sapatos, continuando o trajeto descalços.

Já muito antes da extinção deste lugar de culto católico por ordem do Cromwell, no ano de 1538, tinha começado o calvário de Walsingham, depois de ter o culto católico florescido durante três séculos naquele lugar bendito.

Mais ou menos trezentos anos depois da destruição da imagem milagrosa de Walsingham, começou o movimento de Oxford, que visava ao reflorescimento da fé católica na ilha. 

Com esse movimento, foi renascendo pouco a pouco a veneração da Santíssima Virgem Maria. Com esse objetivo, uniram-se os veneradores de Nossa Senhora em 1848; em 1880 nasceu a Confraria das Filhas de Maria; em 1904, a Liga de Nossa Senhora, e nos anos seguintes muitas outras organizações semelhantes.

Em 1921, resolveram mandar fazer uma cópia da antiga imagem, e, como a antiga capela estava ainda como a tinham deixado depois da pilhagem, colocaram a imagem na igreja paroquial.

Poucos anos depois, a necessidade de aumentar a igreja fez reconstruírem a “Santa Casa” segundo o modelo e o tamanho da primitiva, encerrando-a, porém, numa construção maior.

Nossa Senhora de Walsingham é o título de Nossa Senhora mais amado e invocado na Inglaterra, sendo inúmeras as graças concedidas pela Mãe de Deus aos fiéis devotos, bem como as conversões e curas milagrosas.
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Fonte: https://gloria.tv/article/4rJ7buBqQkdq2ZTPPpqYZ1vJ6

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

São Félix de Valois


Origens

Félix nasceu em Paris, no ano 1127. Ele era nada menos que um príncipe da família real de Valois, na França. Como tal, tinha sempre à sua disposição todos os luxos e comodidades que a realeza oferecia. Porém, seu espírito era caridoso e despojado de vaidades. Desde menino manifestou vocação para o sacerdócio. Além disso, ainda criança, preocupava-se com os pobres e, sempre que podia, ajudava os necessitados.

Despojamento

Félix tinha uma enorme fortuna pessoal, como príncipe. Porém, sempre que podia, dava dinheiro e outros bens aos pobres. Frequentemente privava-se do próprio alimento para socorrer aos famintos. Ainda jovem, atendeu ao chamado de Cristo para o sacerdócio. Estudou para isso e, no tempo certo, foi ordenado padre. Ao receber a ordenação, renunciou a todos os títulos de nobreza que possuía, bem como a todos os seus direitos de príncipe. Depois, foi viver uma vida de eremita, na solidão e na humildade, dedicando sua vida totalmente a Deus. Porém, Deus tinha outros planos para a sua vida.

Um amigo, novos rumos

Um doutor e padre chamado João da Mata, amigo de Félix, procurou-o com a intenção de viver como ele. Félix, sabendo do alto grau de instrução e espiritualidade do amigo, acolheu-o como companheiro. Ali, os dois viveram por três anos. Ambos aprenderam muito, juntando a santidade de Félix e a cultura e inteligência prática do padre João da Mata.

Ameaça constante

Naquela época, inúmeros grupos de piratas aterrorizavam a região do mar Mediterrâneo. Assaltavam navios e regiões da Europa. Invadiam cidades portuárias e causavam o terror. Tratavam-se de turcos muçulmanos, grandes inimigos da fé cristã. Por isso, matavam, roubavam, saqueavam e levavam cristãos que sobreviviam para servirem de escravos.

Missão nesse mundo tenebroso

Carto dia, Félix e João caçavam nos bosques da região de Cerfroi, em áreas retiradas. Então, os dois tiveram a mesma e idêntica visão sobrenatural. Na visão, Deus os chamava para empreender uma luta para libertar dos cristãos que tinham sido escravizados pelos muçulmanos. Tal luta se daria através da criação de uma Ordem religiosa com esta finalidade. Sem medo dos riscos que tal missão comportaria, Félix e João obedeceram e começaram a Obra imediatamente.

Confirmação divina

Félix e João da Mata viajaram para a cidade de Roma com o fim de contar ao Papa Inocêncio III sobre a visão e pedir a autorização da Igreja para fundar a Ordem. Como sinal de deus, o próprio Papa tinha tido a mesma visão. Por isso, reconheceu naqueles dois padres os mais indicados para iniciarem tal missão. Consequentemente, aprovou e deu todo suporte necessário para a fundação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos. Ela ficou conhecida também como Ordem dos Padres Trinitários.

Formação de salvadores

O primeiro convento da Ordem foi construído em Cerfroi, no local exato da visão divina. Enquanto João da Mata cuidou da organização da Ordem e do estabelecimento de suas ações apostólicas, Félix trabalhou na formação de todos os membros, que aumentavam em número mais e mais, atraídos que eram pela santidade de São Félix.

Libertação de escravos cristãos

A luta que a Ordem dos Trinitários enfrentou foi tenebrosa, porém, de maneira surpreendente e rápida, recuperaram a liberdade de muitos cristãos que tinham sido escravizados. Vários padres da Ordem chegavam a se oferecer como escravos para conseguirem libertar e resgatar irmãos escravizados. Dessa forma, cumpria-se outra profecia de Félix: a de que os padres dessa Ordem seriam submetidos a vexames, sofrimentos e perseguições para conseguirem a liberdade e a recuperação da dignidade de cada cristão escravizado.

Morte

São Felix de Valois faleceu no ano de 1212, no primeiro convento que ele fundou em Cerfroi.

Sua beatificação foi celebrada em 1666 e a canonização no fim do século XVII. Sua festa foi instituída para o dia de sua morte, 20 de novembro.

Oração a São Felix de Valois

“Ó glorioso Patriarca São Félix de Valois, exultamos de alegria neste dia em contemplar a vossa grande alma como um jardim delicioso, sempre perfumado das mais belas flores de virtude, um céu claríssimo jamais obscurecido pelo pecado, o templo vivo do Espírito Santo. Vós sois o exemplo que Deus nos propôs a seguir, o exemplo pelo qual devemos modelar-nos, a fonte onde obtemos o vigor para vencer os ataques furiosos do inimigo infernal. Se, porém, até hoje, estivemos em condição muito diferente da vossa, agora pedimos firmemente, com o auxílio da graça divina e mediante a vossa poderosa intercessão, de podermos abraçar a virtude, de fugirmos corajosamente do pecado, de dedicarmo-nos completamente a promover a glória da Santíssima Trindade, dispostos a oferecer nossa vida, se necessário, pelo bem espiritual e temporal de nosso próximo, a fim de que, seguindo fielmente o vosso exemplo aqui na terra, possamos chegar ao céu para cantar eternamente os louvores ao Deus Uno e Trino. Amém.”

Pai Nosso... Ave Maria... Glória...
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Fonte: http://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-felix-de-valois/405/102/#c

sábado, 18 de novembro de 2017

A história da Mater Admirabilis



A história da Mater Admirabilis

Para iniciar, preciso primeiro comentar que foi meramente por acaso que deparei-me com a figura realmente admirável da Mater Admirabilis. Estava eu fazendo uma das coisas que mais gosto na internet, que é pesquisar imagens, pinturas e gravuras, quando percebi essa representação encantadora e impactante da Virgem Maria. E é justamente pelo adjetivo impactante que Nossa Senhora recebe o título de Mater Admirabilis. 

Quem reza a Ladainha de Nossa Senhora sabe que honramos a Virgem Maria com esse título de Mater Admirabilis, mas já se perguntou de onde ele vem? É óbvio que todos os muitos títulos de Nossa Senhora tem uma história belíssima por trás. Quem sabe não podemos conhecer cada um deles de forma separada? Já deixo essa ideia no ar. É maravilhoso conhecer as histórias relacionadas à Mãe de Deus, porque, puramente, nos enchem de admiração. Bom, pelo menos a mim. Mas bem, sigamos à história.

Tudo começou na primeira metade do século XIX, mais precisamente no ano de 1844. No convento da Igreja da Santíssima Trindade (Santissima Trinità dei Monti), em Roma, funcionava então a Ordem do Sagrado Coração de Jesus, que estava prestes a comemorar um século de serviço nesta igreja. Havia ali uma noviça jovem e francesa chamada Pauline Perdrau.

Esta jovem noviça sentiu um desejo que veio do fundo do coração, de trazer para o convento a Santíssima Virgem e, a partir dessa inspiração, surgiu a ideia de pintar Nossa Senhora numa das paredes do convento. 

Pauline um dia, durante as atividades cotidianas com as irmãs, no convento, exclamou: “Ah, se a Santíssima Virgem se dignasse Ela mesma a vir presidir as nossas recreações!”.

Pauline era de uma região da França muito católica, chamada Vendée, onde, desde cedo, as mulheres aprendiam a arte de costurar (com roca e fuso). A postulante recordava que sua avó Jaqueline, uma senhora muito católica, quando via Pauline reclamar de enfado com a atividade de coser, costumava dizer: “Vamos, vamos, venha comigo ao Templo de Jerusalém. Lá encontraremos a Virgem Maria tão jovem quanto você, girando e girando (a roca) sem descansar...!”

E Pauline sempre imaginava a Virgem Pobrezinha, a Virgem Silenciosa e laboriosa, rodeada de estrelas, girando e girando... e então redobrava suas forças e a avó Jaqueline lhe premiava com sorrisos. Pauline retomava suas forças somente por pensar em Maria, que também cosia.

De repente Pauline não é mais criança e já é postulante. As irmãs descobrem seu talento artístico e que está estudando pintura, e a noviça tem a ideia de representar a Virgem Maria sobre a parede, no Templo de Jerusalém, como A imaginava quando criança. Um livro, simbolizando meditação e o estudo, o fuso na mão e a roca a sua esquerda, simbolizando o labor e, o trabalho cotidiano doméstico, e vestida como uma mulher da região de Vendée. 

“Eu! Eu posso trazer a Virgem!” exclamava alegremente.

Quando a Madre Superiora permite que a noviça Pauline inicie sua obra, a mesma se arrepende, porque a jovem somente tinha iniciado os estudos em pinturas, e mesmo assim, só sabia pintar a óleo e, para a parede, necessitava o afresco, ou seja, misturar as cores com cal, água e pó de mármore e aplicá-las enquanto estivessem molhadas, isto é, “frescas” – daí o nome afresco – e esperar que os traços sequem.

É uma técnica difícil, pois não permite retoques. 

Mas é tarde para voltar atrás...

De início a Madre não quis permitir, mas acabou aceitando e permitindo que Pauline iniciasse a pintura da Mãe de Deus. 

O professor de pintura da noviça Pauline fica estarrecido, pois ele mesmo não sabia fazer afresco! Como ela ousava fazer essa técnica antes mesmo de seu mestre? Logo, Monsenhor Matz abandona a jovem postulante ao seu próprio destino.

Enquanto a jovem trabalha, recebe conselhos do pedreiro do convento, que lhe prepara as misturas. 

Pauline inicia sua tarefa em 1 de Junho de 1844, e, à medida que o trabalho avança, a desaprovação da Madre e o horror silencioso das irmãs se acentua. 

Irmã Pauline, RSCJ.

Está surgindo uma confusão de cores, quase ofensivas aos olhos. Claro, quando se trabalha com cal molhada, as cores ficam vívidas. Precisa-se esperar vinte, trinta dias para que, ao secar, tenha o seu aspecto definitivo.

Mas as irmãs não sabem disso, e se estremecem de espanto e lamentam pela irmãzinha Pauline.

Finalmente o afresco está terminado. Pauline, para evitar as olhada de dó e de horror das irmãs, cobre sua obra com um pano de linho. 

A única pessoa que encoraja Pauline é o pedreiro, que lhe dizia palavras de consolo.

Mesmo assim Pauline sofre. De vez em quando a pobrezinha levantava o pano e via sua obra escondida. Aos poucos percebe que, cada dia que passava, as cores iam clareando mais, porém, ela mantém essa percepção em segredo.

Quinze dias depois pede permissão a Madre para não deixar ninguém no corredor. Retira o pano e pinta o halo em torno da cabeça da Virgem Maria e as estrelas, com cor de ouro.

A cor dourada deve ser aplicada quente e o cheiro da chaleira em que a mistura fica é de um odor repugnante. Além disso, o forno onde se aquecia a tinta pega fogo. “Isso é o que faltava a esse pobre afresco”, diziam as irmãs.

A fumaça invadiu todo o convento, fazendo com que as irmãs saíssem do local, para outro convento, porém, dentro de três horas, tudo estava resolvido.

Uma irmã volta para ajudar a bagunça que ficou no corredor e fica encantada quando vê a pintura, e toda vez que passa em frente a ela exclama: “Como és bela!”.

Afresco original que está
no convento até hoje.

Alguns dias depois do incidente a Madre Superiora retorna ao Convento e descobre a beleza encantadora da imagem da noviça Pauline e sentiu-se extremamente feliz.

Agora, a Santíssima Virgem sempre preside as recreações das irmãs.

A pintura foi inicialmente chamada de “Nossa Senhora dos Lírios” por causa dessas flores que Pauline pintou a sua direita, simbolizando a pureza mariana.

Infelizmente Pauline nunca mais verá a sua pintura. Em pouco tempo transferem a jovem de convento e ela não mais voltará a Roma.

Dois anos depois, uma religiosa exilada da França, que terrivelmente apenada reza em frente a imagem, percebe que seu crucifixo desprende de seu pescoço e cai aos pés da Virgem. “Suas cruzes acabam aqui”, pensa a religiosa. E, com efeito, desde esse dia, recebe consolo e fortaleza. Ela começa a chamar a Virgem de Mater Admirabilis e esse é o nome que finalmente permanece.
Em 20 de Outubro de 1846, sua Santidade o Papa Pio IX chega para visitar o Convento pela primeira vez desde sua eleição ao pontificado e, à medida que ele passa diante da imagem, ele olha para ela, ajoelha-se e reza piedosamente, por um longo período. Depois se levanta e admira a pureza, a candura, a amável simplicidade da imagem. Maria no Templo lhe parece um tema tão piedoso e novo, que concede, à perpetuidade, 300 dias de indulgência a todos os que diante dessa imagem rezarem três Ave Marias, e três vezes: “Mater Admirabilis, ora pro nobis.”

Os milagres da imagem

Os milagres iniciaram em Novembro do mesmo ano, com a cura do Monsenhor Blampin, Missionário da Congregação do Coração de Maria. Ele recuperou sua voz que estava totalmente perdida. 

Em 20 de Outubro de 1849 o Santuário foi enriquecido com indulgências e se autorizou a celebrar nesta data cada ano a festa da Mater Admirabilis. 

Uma das graças mais especiais que se recebem ali é um chamado à vida interior.

Junto à Virgem, as palavras da saudação angélica adquirem toda sua plenitude: ”Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum”.

Entre os peregrinos que visitaram o santuário encontram-se Santa Madalena Sofia Barat, fundadora da Sociedade do Sagrado Coração; São João Bosco, Santa Teresinha do Menino Jesus, São pio X, São Vicente Pallotti, e São Luís Orione. 

O Papa Pio IX com muita frequência confiava a Mater Admirabilis os assuntos do seu pontificado. 

A imagem representa Nossa Senhora na adolescência, quando, a oração e o estudo, o trabalho e a pureza, se formam, no Templo de Jerusalém, para sua sublime missão. 

A oração está simbolizada pelos olhos baixos e meditativos da Virgem e o panorama de prados e do céu que se abre atrás dela; o estudo pelo livro aberto que repousa sobre sua cesta de costura; o trabalho pelo fuso que sustem em sua mão e a pureza pelo lírio que se ergue à sua direita.

Mãe Admirável é a Patrona de qualquer um que queira crescer em sua fé e vida interior. Também dos estudantes, dos pais que buscam ajuda para a formação de seus filhos, dos docentes... enfim, de qualquer um que queria a ajuda de uma Mãe Admirável.

Observações:
1.Esse texto é de minha autoria baseado em três fontes com língua espanhola, que disponibilizo logo abaixo.
2.Não sou especialista em traduções, logo, se algum especialista comparar os textos e encontrar erros, por caridade, me avise para que eu possa corrigir.
3.Alguns textos divergem quanto a origem do título Mater Admirabilis. Alguns afirmam que Pauline, a noviça, não tinha dotes artísticos e, durante a confecção da obra implorava muito a assistência da Virgem Maria. Como um afresco precisa de muito tempo para o resultado final e a Madre Superiora não sabia desse fato, mandou cobrir a imagem com um pano porque a julgava ofensiva e escandalosa aos olhos. Numa visita do Papa Pio IX ao convento, em 1846, ao ver o pano cobrindo a imagem, ficou curioso para observar a pintura. Quando ordenou que o pano fosse tirado, ficou tão impactado com a beleza da imagem que exclamou: "Essa é realmente uma Mater Admirabilis!".

Fontes:
http://forosdelavirgen.org/357/mater-admirabilis-o-madonna-del-lirio-italia-20-de-octubre/

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mater_Admirabilis


http://www.corazones.org/maria/mater_admirabilis.htm

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Santo Alberto Magno, Bispo, Confessor e Doutor


São Alberto Magno, dominicano, foi um gênio enciclopédico. Foi o Grande, o douto mestre de teologia, de filosofia e de ciências naturais, que pela grande afluência de estudantes nas suas lições na Universidade de Paris, foi obrigado a ensinar em praça pública. Essa praça tem ainda o seu nome.

Alberto nasceu em Lauingen (Baviera) em 1206. Aos 16 anos um tio trouxe-o a Pádua, na Itália, para que completasse seus estudos universitários. Aqui encontrou o superior geral dos dominicanos, o bem-aventurado Jordão de Saxônia, sucessor de São Domingos na chefia da Ordem dos Pregadores, que o encaminhou na vida religiosa. Em 1229 Alberto vestiu o hábito dos frades pregadores e foi mandado para Colônia, onde havia a escola mais importante da Ordem. Com o seu gênio enciclopédico penetrou nos diferentes campos do saber humano desde as ciências naturais até as especutalivas. O interesse universal pela cultura, segundo o espírito da época, na qual a filosofia escolástica atingiu o máximo desenvolvimento, conviveu em perfeita harmonia com a busca da santidade e a perfeição interior: “Senhor Jesus – rezava – imploramos a tua ajuda para não nos deixar seduzir pelas vãs palavras tentadoras sobre a natureza da família, sobre o prestígio da Ordem, sobre a que a ciência tem de atrativo”. (Sgarbossa, 1996)

Santo Alberto Magno ensinou em várias escolas na Alemanha antes de começar seu trabalho na Universidade de Paris em 1241, onde teve um grande número de alunos ilustres como S. Tomás de Aquino. Foi provincial dos dominicanos na Alemanha e bispo de Regensburg dois anos. Foi Bispo da Baviera, um dos maiores gênios da filosofia e da ciência medieval, defendendo que fé e razão provêm do mesmo Deus, e que não podem se contradizer.

O “Dicionary of Scientific Biography” afirma que S. Alberto Magno foi um dos mais famosos precursores da ciência moderna na Alta Idade Média. Foi renomado naturalista, estudou física, metafísica, biologia, psicologia, e várias ciências da terra. Escreveu a obra “De Mineralibus”. Ele conseguiu preparar a potassa cáustica e descreveu a composição química do cinabre (sulfureto de mercúrio), do cerusita (óxido de zinco artificial) e do mínio (óxido de chumbo empregado na pintura e na fabricação de vidros especiais); e do carbonato de chumbo artificial.

Santo Alberto percorreu a pé as regiões germânicas, pedindo esmola durante a viagem para comer e para dormir. Convocado pelo Papa teve de aceitar a nomeação para bispo de Ratisbona. Dele diziam: “No seu cofre não tinha um centavo, nenhuma gota de vinho na sua cantina.”

Regeu a diocese somente por dois anos. Depois pediu e obteve a exoneração do cargo, voltando a viver a vida comum no seu convento de Würzburg e a ensinar em Colônia. Nos meios intelectuais se dizia: o “Doutor universal falou; todos se calarão”. Ele colocava com clareza que “a ciência não pode explicar o mistério, mas ajuda a preparar os caminhos de Deus”. Era um admirador de Aristóteles e afirmava que é possível utilizá-lo como S. Agostinho utilizara Platão; mas rejeita aquilo que em Aristóteles é contrário à fé cristã. São Tomás de Aquino foi herdeiro de S. Alberto Magno.

Na quarta-feira, 24 de Março de 2010, o Papa Bento XVI fez uma Catequese sobre Santo Alberto Magno, onde disse:

“Um dos maiores mestres da teologia medieval é Santo Alberto Magno. O título de “grande” (magnus), com o qual ele passou para a história, indica a vastidão e a profundidade da sua doutrina, que ele associou à santidade da vida. Mas já os seus contemporâneos não hesitavam em atribuir-lhe títulos excelentes; um dos seus discípulos, Ulrico de Estrasburgo, definiu-o “enlevo e milagre da nossa época”.

Dedicou-se ao estudo das chamadas “artes liberais”: gramática, retórica, dialéctica, aritmética, geometria, astronomia e música, ou seja, da cultura geral. Em 1248, foi encarregado de abrir um estúdio teológico em Colônia, uma das capitais mais importantes da Alemanha, onde ele viveu durante vários períodos, e que se tornou a sua cidade de adoção. De Paris, levou consigo para Colônia o discípulo extraordinário, Tomás de Aquino. Só o mérito de ter sido mestre de S. Tomás seria suficiente para nutrir profunda admiração por Santo Alberto. Entre estes dois grandes teólogos instaurou-se um relacionamento de estima e amizade recíproca, atitudes humanas que contribuem muito para o desenvolvimento da ciência.

Os seus dotes não passaram despercebidos ao Papa daquela época, Alexandre IV (1254-1261), que quis Alberto por um certo período ao seu lado em Anagni – aonde os Papas iam com frequência – também em Roma e em Viterbo, para se valer da sua consulta teológica. O mesmo Sumo Pontífice nomeou-o Bispo de Regensburg. De 1260 a 1262, Alberto desempenhou este ministério com dedicação incansável, conseguindo levar paz e concórdia à cidade, reorganizar paróquias e conventos, e dar um novo impulso às atividades caritativas.

Santo Alberto Magno recorda-nos que entre ciência e fé existe amizade, e que os homens de ciência podem percorrer, através da sua vocação para o estudo da natureza, um autêntico e fascinante percurso de santidade.

Santo Alberto Magno abriu a porta para a recepção completa da filosofia de Aristóteles na filosofia e teologia medieval, uma recepção elaborada depois de modo definitivo por S. Tomás.

Eis um dos grandes méritos de Santo Alberto: com rigor científico, ele estudou as obras de Aristóteles, convencido de que tudo aquilo que é realmente racional é compatível com a fé revelada nas Sagradas Escrituras. Em síntese, Santo Alberto Magno contribuiu assim para a formação de uma filosofia autônoma, distinta da teologia e a ela vinculada só pela unidade da verdade. Santo Alberto Magno disse:

“Desejar tudo aquilo que eu quero para a glória de Deus, como Deus deseja para a sua glória tudo o que Ele quer”, ou seja, conformar-se sempre com a vontade de Deus para desejar e fazer tudo unicamente e sempre pela sua glória”.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Os Quatro Santos Coroados


Os Quatro Mártires Coroados, os chamados "Santi Quatro Incoronato" são: Castório, Cláudio, Nicóstrato e Sinfrônio e foram torturados e depois martirizados em Pannonia (hoje Hungria) visto que eram escultores em Sirmium (antiga Iugoslávia) e se recusaram a esculpir uma estátua pagã para o Imperador Diocleciano (243-305).

Um quinto mártir chamado Simplício também morreu com eles.

Uma basílica foi erigida em Roma em honra desses mártires

Na Colina de Caelian em Roma existe uma linda igreja chamada "Santi Quatro Incoronato".

Ela foi feita provavelmente no século sexto e muito se tem escrito sobre os quarto mártires coroados .

Mas a Igreja comemora não 4, mas 5 mártires .

A explicação mais convincente é que os 5 homens que foram martirizados em Pannonia um dos quais era Simplicio e este teria sido foi omitido na contagem.

Alguns tempo depois as relíquias de quatro foram trazida para Roma e enterradas na Via Labicana e de Simplicio teria ficado lá.

A tradição diz que eles foram torturado por não quererem fazer um escultura do deus Aesculapius, o deus grego da medicina.

Mais tarde o Papa Miltiades indicou os nomes dos cinco com sendo os mártires coroados.


Ao lenda mais popular conta que eles eram grandes escultores em pedra e trabalhavam juntos.


O seu trabalho exibia um perfeito equilíbrio entre a pedra e o espaço, e o Imperador Diocleciano havia adquirido um certo número de trabalhos deles e admirava os mesmos.


Outros escultores menos talentosos, com inveja, persuadiram a Diocleciano a ordenar uma escultura de Aesculapius sabendo que eles, sendo cristãos, iriam recusar.

Realmente os escultores educadamente recusaram a esculpir a referida estátua.

Eles foram então ordenados a fazerem sacrifícios ao deus Sol.

Isto era ainda menos aceitável para eles.

Quando o oficial de Diocleciano de nome Lampadius, que estava tentando convencer os escultores a oferecer os sacrifícios, morreu repentinamente, os seus parentes culparam os escultores pela sua morte.

Para aplacar os parentes, Diocleciano ordenou que eles fossem amarrados vivos dentro de caixas de chumbo e jogados no rio.

Esses dados do século quarto tem um especial interesse porque conta onde era o quartel imperial, onde ficava a montanha onde os deuses eram adorados (na montanha perto de Sirmium) e apresenta uma visão das intrigas palacianas e dá a Diocleciano uma personalidade mais humana do que a de um simples e sanguinário tirano, representado por quase todos os demais martírios de sua época.

Os corpos foram enterrados mais tarde a três quilômetros de Roma e mais tarde o Papa Gregório magno ( um estudioso dos mártires) mencionou pela primeira vez na Igreja os "quatro mártires coroados" e o Papa Leão IV em 841 trasladou as relíquias para a igreja da Via Lavican.

Quando a igreja foi quase destruída pelo fogo o Papa Paschoal II a reconstruiu e no curso da reconstrução duas ricas urnas–uma em mármore e outra em porcelana foram descobertas embaixo do altar.

As urnas foram depositadas em um cofre de pedra debaixo do altar mor, quando foram de novo encontradas pelo Papa Paulo V.Existe ainda uma capela dos "quatro mártires coroados" em Canterbury, Inglaterra, erigida em 619 DC.

Na arte litúrgica da igreja os quatro homens aparecem com ferramentas de escultores.

As vezes as pinturas mostram o cinzel, a coluna e ferramentas de escultura as vezes mostra Cláudio planejando em uma prancheta e Sinfrônio e ou Simplicio com uma talhadeira e Castório como um velho

São padroeiros dos escultores e dos cortadores de pedras e os trabalhadores em mármore.

Sua festa é celebrada no dia 8 de novembro.

Basílica em honra dos Quatro Santos Coroados, em Roma.

***


Fazei, Senhor onipotente, 

Que, reconhecendo o valor dos gloriosos mártires 

Na confissão da fé, 

Sintamos os efeitos da sua intercessão. 

Por nosso senhor Jesus Cristo. 

Amém 

***

"São estes os santos 

que para ficarem fiéis a Deus 

entregaram os corpos aos suplícios, 

e tingiram as suas túnicas 

no sangue do cordeiro" 

Ap 7,14 

***

Senhor, 

humildemente Vos suplicamos a graça de merecer a proteção daqueles cujo triunfo celebramos. 

Por nosso Senhor. 

Amém.
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A Tradição é linda.

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Palavras de Santo Agostinho

"A oração é uma chave do céu; sobem as preces, desce a divina misericórdia. Por mais baixa que seja a Terra, e alto o Céu, Deus ouve a língua do homem, quando este tem limpa a consciência."